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Golpes virtuais: internet é campo minado com sites falsos e IA

Especialistas dão dicas de como evitar cair em armadilhas online

José Florentino
JOSÉ FLORENTINO

27/06/2025 • 10:25 • Atualizado em 27/06/2025 • 10:25

Quadrilha aplicava golpes usando perfis falsos de hotéis na internet

Quadrilha aplicava golpes usando perfis falsos de hotéis na internet

Reprodução/Jornal da Band

Resumo

Um e-mail com uma promoção imperdível, um site idêntico ao de uma grande varejista, e a pegadinha: o preço só vale se o pagamento for via boleto ou Pix. Você compra e o produto, claro, nunca chega. Essa é apenas uma das diversas armadilhas virtuais que se tornaram um pesadelo, especialmente para quem tem menos intimidade com a internet.

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Dados da Sala Digital, uma parceria entre a Band e o Google, revelam que os termos mais buscados nos últimos 12 meses, associados a "como saber se é verdadeiro" ou "como saber se é falso", são "site" e "boleto".

Além disso, o interesse por essas perguntas cresceu bastante na última década. Isso demonstra a preocupação crescente dos brasileiros com a autenticidade das transações online.

Luiz Fernando Milagres, executivo de Tecnologia e Segurança Digital, alerta que criminosos aproveitam datas comemorativas como Dia das Mães e Natal, quando a busca por promoções para presentear está em alta, para aplicar golpes. "Desconfie de ofertas mirabolantes e, na dúvida, não compre", recomenda, em live da BandNews TV.

A mesma cautela se aplica a doações online em momentos de comoção. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, golpistas retransmitiam lives de arrecadação de fundos, alterando o QR Code para desviar o dinheiro. A regra de ouro dos especialistas é clara: sempre verifique se o nome do recebedor do Pix ou boleto corresponde a uma entidade confiável.

Golpes com Inteligência Artificial são novo desafio

A inteligência artificial (IA) se tornou uma ferramenta poderosa nas mãos dos criminosos digitais. Ela permite clonar vozes e imagens com impressionante realismo, tornando os golpes ainda mais difíceis de serem detectados. Somado ao vasto volume de dados pessoais que os bandidos acessam na internet, fica mais fácil convencer pessoas desavisadas a caírem em armadilhas.

Gustavo Torrente, consultor de Tecnologia e Inovação, enfatiza que "todo mundo está sujeito a cair em um golpe", pois os crimes estão "cada vez mais sofisticados, com uso de IA e engenharia social" para coletar dados e enganar.

Para se proteger, Torrente sugere uma estratégia simples: combine uma palavra-chave com seus familiares. Se alguém pedir dinheiro ou informações em uma conversa suspeita, exija essa palavra-chave para confirmar a identidade.

Milagres recomenda uma tática mais ousada: jogue informações falsas e sem sentido na conversa. Por exemplo, erre o nome de um familiar próximo ou pergunte sobre algo que a pessoa não faz, como uma faculdade. Se for um golpista, ele dificilmente vai perceber o erro.

Milhões de brasileiros caíram em golpes virtuais

Uma pesquisa divulgada pelo DataSenado no ano passado mostrou que um a cada quatro brasileiros havia caído em um golpe virtual em 12 meses. Foram mais de 40 milhões de vítimas de clonagem de cartão, invasão de contas bancárias e fraudes online.

A boa notícia é que os brasileiros estão buscando mais conhecimento para se defender. O interesse pela busca sobre phishing — golpe em que o criminoso se passa por uma entidade confiável — atingiu o maior patamar histórico no Google Trends, triplicando em apenas dez anos.

Gustavo Torrente reforça que a melhor arma contra os golpes virtuais é o conhecimento. Por isso, ele faz um apelo para que os jovens, mais familiarizados com o ambiente digital, ajudem a orientar e proteger os menos conectados.

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