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Governo de Israel já analisa o colapso do Irã

A França, Canadá, Alemanha, Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia pediram que seus cidadãos saíam do país

Por Redação
REDAÇÃO

13/01/2026 • 18:57 • Atualizado em 13/01/2026 • 18:57

Moises Rabinovici
Irã

Irã

Agência Brasil

O gabinete de segurança israelense se reuniu hoje para analisar o potencial colapso do regime iraniano, no momento em que o número de manifestantes e agentes de segurança mortos está calculado entre 3 mil e 4 mil, com 16.784 pessoas presas. A França, Canadá, Alemanha, Estados Unidos, Japão e Nova Zelândia pediram que seus cidadãos saíam do Irã.

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A percepção em Jerusalém é que o presidente Trump decidiu intervir, sem que se saiba ainda quanto, quando e como. O jornal Wall Street Journal publicou que os EUA alertaram os Estados do Golfo para que se preparem para um ataque americano contra o Irã.

Para o presidente Trump, o regime iraniano passou dos limites matando “mais do que demais”. E admitiu que “ninguém conseguiu me dar um número exato (de mortos). Eu ouvi alguns números. É muito. Provavelmente descobriremos nas próximas 24 horas”.

Quando lhe perguntaram sobre o recado que mandou aos manifestantes, o de que persistam nos protestos porque “a ajuda está a caminho”, ele respondeu: “Vocês saberão logo”. Ele também cancelou todas as tentativas de negociação diplomática para a crise, como a proposta do chanceler iraniano de se encontrar com o enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff.

“Patriotas iranianos, continuem protestando”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Invadam as suas instituições. Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto”. Ele passou a repetir o slogan MIGA, ou Make Irã Great Again. Em resposta ao pedido de identificação dos assassinos, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, comentou: “Os nomes dos maiores assassinos do povo iraniano são Trump e Netanyahu”.

O Irã continua sob total bloqueio de internet e telefonia pelo quinto dia consecutivo. Assim, impede que os manifestantes se comuniquem e se organizem, como também enviem fotos da repressão para o exterior. Na manhã desta terça-feira, houve um breve desbloqueio de telefones para alguns residentes de Teerã. E agentes de segurança começaram a forçar comerciantes a abrir seus negócios no Grand Bazaar, onde os protestos pela desvalorização da moeda local, o Rial, começaram dia 28 de dezembro, e evoluíram depois para a derrubada do regime.

O governo teocrático dos aiatolás já foi desafiado por protestos em 2009, 2019, 2021 e 2022, e sempre prevaleceu com muita repressão. As manifestações dos últimos 15 dias já são as maiores da série, e talvez as que maiores chances têm de derrubar o regime de cinco décadas.

A televisão estatal iraniana está transmitindo as manifestações pró-governo e os funerais de agentes de segurança, atribuindo a crise a uma conspiração externa – referindo-se a Israel e aos Estados Unidos. A inteligência iraniana disse ter interceptado um carregamento de ferramentas para espionagem, contrabandeado para dentro do pais para uso dos “terroristas”.

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