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Governo de SP autoriza modernização da Linha 4-Amarela do Metrô; entenda

Investimento de mais de R$ 675 milhões permitirá a ampliação do sistema de sinalização, preparando o ramal para a chegada à cidade de Taboão da Serra

Da redação
DA REDAÇÃO

16/06/2026 • 09:00 • Atualizado em 16/06/2026 • 09:00

Linha 4-Amarela

Linha 4-Amarela

Divulgação/Governo de SP

O Governo de São Paulo oficializou, nesta segunda-feira (15), a modernização e ampliação dos sistemas de sinalização e comunicação da Linha 4-Amarela do Metrô. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, é um passo técnico indispensável para viabilizar o futuro prolongamento da linha, que ligará a estação Vila Sônia, na capital, ao município de Taboão da Serra.

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A autorização foi concedida por meio de um termo aditivo ao contrato de concessão patrocinada, seguindo deliberação do Programa de Parcerias em Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), ocorrida na última quarta-feira (10). O montante destinado à recomposição econômico-financeira é estimado em R$ 675,4 milhões, em valores atualizados para março de 2026.

O "cérebro" da operação metroviária

O sistema de sinalização é considerado o "cérebro" de uma linha de metrô. Ele é responsável pelo controle centralizado da circulação dos trens, permitindo o monitoramento constante das velocidades e a redução dos intervalos entre as viagens. Com a atualização tecnológica, a concessionária terá maior precisão no serviço e a capacidade de operar um número maior de composições simultaneamente, garantindo os padrões de segurança necessários para a malha metroviária.

A Linha 4-Amarela já opera com a tecnologia CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação), um padrão de alta tecnologia ferroviária. O aditivo contratual prevê não apenas a extensão do sistema para o novo trecho, mas também a adequação da comunicação operacional e os trâmites de certificação exigidos para a operação ferroviária moderna.

Expansão da rede e integração metropolitana

O projeto de extensão da Linha 4-Amarela contempla a criação de um novo segmento de 3,3 quilômetros, que ganhará duas estações: Chácara do Jockey e Taboão da Serra. Enquanto os sistemas de sinalização passam por modernização, as obras civis do prolongamento já estão incorporadas ao contrato e seguem em execução.

A iniciativa faz parte da estratégia do Governo de São Paulo para expandir a rede de transporte público para fora dos limites da capital paulista. A previsão é que a conexão com Taboão da Serra reforce a integração metropolitana, melhore a mobilidade urbana na região oeste da Grande São Paulo e ofereça mais segurança e confiabilidade aos passageiros que dependem do sistema sobre trilhos diariamente.