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IGP-M sobe 13% e preços dos aluguéis disparam; saída é negociar caso a caso

Da Redação, com Jornal da Band
DA REDAÇÃO, COM JORNAL DA BAND

29/08/2020 • 20:27 • Atualizado em 29/08/2020 • 20:27

Aumento dos aluguéis exige negociação

Aumento dos aluguéis exige negociação

Reprodução/Band

"Fique em casa". Essa é a frase que mais ouvimos desde que começou a quarentena, mas e se a casa ficar cara demais para o bolso de quem tem visto cada vez menos dinheiro entrando? Quem paga aluguel tem sentido essa pressão.

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Daniel Damasceno dos Santos é garçom e conseguiu manter o trabalho e a renda. Dinheiro garantido para pagar o aluguel da casa onde morava há seis anos. O problema é que a proprietária quis aumentar o valor em 10%. Aí ele resolveu se mudar.

Dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que nos últimos 12 meses o IGP-M, índice utilizado como referência para o reajuste dos aluguéis, acumulou alta de 13%. No mesmo mês do ano passado, a alta acumulada era de 4,95%.

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Só nesse mês, o índice subiu 2,74%. Bem diferente da queda registrada em agosto do ano passado. O IGP-M é composto foi vários outros índices, que acompanham os preços no varejo, no atacado e também o custo da construção civil. Está bem mais alto que o IPCA porque sofre influência do dólar, que disparou.

Como o uso do IGP-M como índice de reajuste é algo definido por contrato, a única forma de não ter que seguir à risca o que foi acordado é conversando. Esta é a recomendação de Juliana Inhasz, professora de Economia do Insper.