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Brasil

Investigação que prendeu Deolane começou com troca de bilhetes em presídio

Bilhetes e manuscritos foram apreendidos pela polícia penal na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, em poder de dois sentenciados. Investigação começou em 2019

2 min

21/05/2026 07:29 • Atualizado há 154 dias

Investigação que prendeu Deolane começou com troca de bilhetes em presídio

A operação Vérnix da Polícia Civil de São Paulo, que prendeu a influenciadora digital Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21), começou em 2019 quando bilhetes e manuscritos foram apreendidos pela Polícia Penal na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, em poder de dois sentenciados.

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O material revelou elementos relacionados à dinâmica interna da organização criminosa, à atuação de lideranças encarceradas e a possíveis ataques contra agentes públicos. A partir disso, a Polícia Civil passou a aprofundar as diligências, instaurando três inquéritos policiais sucessivos, cada um responsável por revelar uma nova camada da estrutura criminosa investigada.

O primeiro inquérito teve como foco direto os dois sentenciados que estavam na posse dos manuscritos. A análise do material apreendido permitiu identificar referências a ordens internas da facção, contatos com integrantes de elevada posição hierárquica e menções a ações violentas contra servidores públicos.

Esses dois indiciados foram condenados e inseridos no sistema penitenciário federal. Ocorre que dentre os trechos analisados, chamou atenção a citação a uma “mulher da transportadora”, que teria levantado endereços de agentes públicos para subsidiar ataques planejados pela organização criminosa.

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Essa menção deu origem ao segundo inquérito policial, que buscou identificar quem seria a mulher mencionada nos bilhetes e qual seria a relação da transportadora com o grupo criminoso.

Deolane presa: influenciadora chega ao Palácio da Polícia, em SP, nesta quinta-feira (21) | Foto: Reprodução/Band

Deolane presa: influenciadora chega ao Palácio da Polícia, em SP, nesta quinta-feira (21) | Foto: Reprodução/Band

As diligências conduziram a uma empresa sediada em Presidente Venceslau, posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro. A investigação resultou na Operação Lado a Lado, que revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como verdadeiro braço financeiro da facção.

Durante a fase ostensiva da Operação Lado a Lado, a apreensão de um aparelho celular abriu uma nova frente investigativa. O conteúdo extraído do dispositivo revelou conversas com pessoas ligadas à cúpula da facção criminosa, além de indícios de repasses financeiros e conexões com a influenciadora digital.

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“A apuração ainda constatou que essa influencer possuía estreitos vínculos pessoais e negociais com um dos gestores fantasmas daquela transportadora. Foi a partir desse material que nasceu a Operação Vérnix, terceira etapa da investigação, agora voltada a descortinar um esquema mais amplo de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras”, informou o Ministério Público.

Investigação que prendeu Deolane começou com troca de bilhetes em presídio