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iPhone 17: O desafio para se manter relevante no Brasil

Nova linha de smartphones chega a partir de R$ 7.999, mas a empolgação por aparelhos da Apple já foi maior

Luccas Balacci
LUCCAS BALACCI

10/09/2025 • 12:13 • Atualizado em 10/09/2025 • 12:13

iPhone 17 finalmente traz recurso disponível há anos em modelos Pro (e na concorrência)

iPhone 17 finalmente traz recurso disponível há anos em modelos Pro (e na concorrência)

Divulgação/Apple

O lançamento do primeiro iPhone, em 2007, mudou tudo. Diferentes funções reunidas em um único aparelho portátil, prático, sensível ao toque. Nada seria como antes.

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Quase duas décadas depois, o mercado de smartphones tem dificuldades de manter o público encantado. Se antes novas gerações traziam grandes saltos de design e funcionalidade, hoje, o avanço vem em pequenos incrementos: o processador um pouco mais rápido, uma câmera um pouco melhor...

E ainda que os novos iPhones não sejam lá revolucionários há um tempo, todo mês de setembro os entusiastas da tecnologia e uma massa de curiosos param tudo pra assistir ao anúncio do novo modelo. Assim foi com o iPhone 17, revelado na terça-feira (9) na tradicional transmissão pré-gravada da Apple.

O modelo básico traz um processador 20% mais rápido que a geração anterior, tela resistente à riscos, melhor bateria e carregamento mais rápido. A linha também finalmente recebe a tecnologia ProMotion, com display adaptável entre 1 Hz e 120 Hz – há anos disponível na linha Pro (e em aparelhos similares da concorrência). Esta, inclusive, teve uma atualização maior de design, com nova estratégia para controle térmico, maior bateria e relevo que abriga potente jogo de câmeras.

A grande novidade, porém, fica com o novo iPhone Air, cuja espessura é menor que a de um dedo – apenas 5,6 milímetros. O aparelho traz o processador mais avançado, A19 Pro, e apenas uma câmera.

A empolgação com novos iPhones, porém, já foi maior. A Sala Digital, parceria entre a Band e o Google, comparou a curiosidade dos brasileiros na semana de anúncio de smartphones da Apple desde 2010, ano do saudoso iPhone 4 e a primeira grande mudança de design.

O modelo com maior interesse de buscas é recente, o iPhone 15, de 2023. Não porque trouxe grandes novidades ao aparelho, mas porque finalmente aderiu ao conector padrão USB-C para carregamento e transferência de dados. Quem viveu sabe que não foi por boa vontade, mas por uma lei na União Europeia que obrigou aparelhos na região a usarem o padrão. O mundo agradece!

Ainda no pódio, estão dois lançamentos do mesmo ano, 2017: o iPhone 8, o último modelo principal com o icônico botão redondo; o iPhone X, modelo especial de 10 anos, com a tela preenchendo toda a frente do aparelho, menos o “notch”, ou entalhe, que abriga a câmera frontal, sensores e alto-falantes. Mancha que permanece até hoje!

Agora, uma coisa é busca no Google, outra é o dinheiro sobrando pra comprar o celular. O iPhone 17, por exemplo, chega no brasil a partir de R$ 7.999 no modelo básico com 256 GB, mas pode custar até R$ 18.499 no modelo Pro Max com 2 TB de armazenamento. Neste ano, um levantamento do Deutsche Bank colocou o iPhone no Brasil como o segundo mais caro do mundo, apenas atrás da Turquia.

Os Estados Unidos ocupam apenas a 17ª posição, a última do ranking. As perguntas feitas por brasileiros e americanos sobre a nova geração ajudam a contar essa história. Por aqui, a curiosidade é sobre o lançamento no país, as novidades e o preço. Por lá, além das informações básicas, o desejo é pelo início da pré-venda. Com o preço nas alturas, a América do Sul é o continente menos interessado no iPhone 17 e seu sistema operacional, iOS 26. A lista é liderada pela Europa, com o dobro do índice. Entre brasil e estados unidos, o interesse de busca dos americanos é 77% maior.

A ansiedade acabou, os novos modelos foram anunciados e, em breve, vídeos com primeiras impressões e resenhas preencherão a internet./ E só o tempo dirá se a linha 17 marca um novo momento pro iPhone ou só mais uma leve atualização.

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