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Irã tenta apoio da Alemanha e de Omã para firmar plano de paz com os EUA

Esse movimento ocorre logo após o Irã confirmar a entrega de um plano de paz mediado pelo Paquistão

Da redação
DA REDAÇÃO

03/05/2026 • 10:24 • Atualizado em 03/05/2026 • 10:36

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã

Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã

REUTERS/Pierre Albouy

Em uma ofensiva diplomática para conter a escalada de violência na região, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, realizou consultas neste domingo com autoridades de Omã e da Alemanha.

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Durante os encontros com Badr Al-Busaidi e Heiko Maas, o chanceler detalhou as iniciativas de Teerã para encerrar o que denomina como uma "guerra imposta" pelos Estados Unidos e Israel. Esse movimento ocorre logo após o Irã confirmar a entrega de um plano de paz mediado pelo Paquistão, visando a cessação definitiva das hostilidades.

O diálogo com Omã é considerado estratégico devido ao papel histórico do país como mediador entre o Irã e o Ocidente. Enquanto Araghchi busca estabilizar a região, o governo iraniano aguarda uma resposta formal de Washington sobre a proposta enviada na última sexta-feira.

Segundo o vice-ministro Kazem Gharibabadi, o documento prioriza a segurança nacional, ressaltando que o país está preparado tanto para o entendimento diplomático quanto para a continuidade do embate, caso a postura norte-americana permaneça conflituosa.

Por outro lado, o cenário para um acordo imediato enfrenta resistências. O presidente Donald Trump manifestou forte ceticismo em sua rede social, a Truth Social, afirmando que, embora vá revisar o plano em breve, duvida que os termos sejam aceitáveis.

Para o presidente dos EUA, o Irã ainda não pagou um preço proporcional por suas ações nas últimas décadas, sinalizando que a aceitação da proposta de paz mediada pelo Paquistão está longe de ser garantida.