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Guarda do Irã diz que 2 membros do grupo foram mortos em "ato terrorista"

Militares foram atingidos em casa; grupo fala em "ato terrorista" e não detalha autoria

Da redação
DA REDAÇÃO

30/06/2026 • 11:05 • Atualizado em 30/06/2026 • 11:05

Irã põe em órbita três satélites simultaneamente pela 1ª vez

Irã põe em órbita três satélites simultaneamente pela 1ª vez

REUTERS/Akhtar Soomro

Dois integrantes da Guarda Revolucionária do Irã, Borhan Krisani e Khaled Khaledinia, morreram em casa em um episódio classificado pelo grupo como "ato terrorista", segundo mensagem divulgada nesta terça-feira (30) no aplicativo Telegram, que também informou que outros dois membros ficaram feridos.

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Na nota, a força de elite ligada às Forças Armadas iranianas afirma que o ataque ocorreu enquanto os militares estavam em suas residências, mas não fornece o local exato nem detalhes sobre a dinâmica do ocorrido.

A Guarda Revolucionária também não informou a possível autoria do ataque nem se houve troca de tiros ou explosões, e afirmou apenas que investiga as circunstâncias do caso.

Impasse nas conversas entre EUA e Irã

O comunicado sobre as mortes surge em um momento de impasse quanto à continuidade das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, marcadas por avanços limitados e sucessivas interrupções.

Os dois países mantêm há anos um relacionamento marcado por sanções econômicas, disputas sobre o programa nuclear iraniano e acusações mútuas de desestabilização no Oriente Médio, o que torna qualquer diálogo mais sensível.

Nos últimos anos, ataques atribuídos a grupos armados, facções separatistas ou operações de países estrangeiros atingiram integrantes da Guarda Revolucionária em diferentes regiões, como áreas de fronteira e zonas de conflito, em um cenário de tensão recorrente com Washington.

O papel da Guarda Revolucionária

Criada após a Revolução Islâmica de 1979, a Guarda Revolucionária atua paralelamente às Forças Armadas regulares e é responsável por proteger o sistema político iraniano, controlar parte das fronteiras e supervisionar programas estratégicos, incluindo o espacial e o de mísseis.

Washington classifica oficialmente a força como organização terrorista e acusa o corpo de apoiar grupos armados aliados em países como Líbano, Síria e Iraque, enquanto Teerã afirma que sua atuação tem caráter defensivo e busca garantir a segurança regional frente à presença militar dos Estados Unidos.

Com informações do Estadão Conteúdo.