
Irã põe em órbita três satélites simultaneamente pela 1ª vez
REUTERS/Akhtar Soomro
Dois integrantes da Guarda Revolucionária do Irã, Borhan Krisani e Khaled Khaledinia, morreram em casa em um episódio classificado pelo grupo como "ato terrorista", segundo mensagem divulgada nesta terça-feira (30) no aplicativo Telegram, que também informou que outros dois membros ficaram feridos.
Na nota, a força de elite ligada às Forças Armadas iranianas afirma que o ataque ocorreu enquanto os militares estavam em suas residências, mas não fornece o local exato nem detalhes sobre a dinâmica do ocorrido.
A Guarda Revolucionária também não informou a possível autoria do ataque nem se houve troca de tiros ou explosões, e afirmou apenas que investiga as circunstâncias do caso.
Impasse nas conversas entre EUA e Irã
O comunicado sobre as mortes surge em um momento de impasse quanto à continuidade das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, marcadas por avanços limitados e sucessivas interrupções.
Os dois países mantêm há anos um relacionamento marcado por sanções econômicas, disputas sobre o programa nuclear iraniano e acusações mútuas de desestabilização no Oriente Médio, o que torna qualquer diálogo mais sensível.
Nos últimos anos, ataques atribuídos a grupos armados, facções separatistas ou operações de países estrangeiros atingiram integrantes da Guarda Revolucionária em diferentes regiões, como áreas de fronteira e zonas de conflito, em um cenário de tensão recorrente com Washington.
O papel da Guarda Revolucionária
Criada após a Revolução Islâmica de 1979, a Guarda Revolucionária atua paralelamente às Forças Armadas regulares e é responsável por proteger o sistema político iraniano, controlar parte das fronteiras e supervisionar programas estratégicos, incluindo o espacial e o de mísseis.
Washington classifica oficialmente a força como organização terrorista e acusa o corpo de apoiar grupos armados aliados em países como Líbano, Síria e Iraque, enquanto Teerã afirma que sua atuação tem caráter defensivo e busca garantir a segurança regional frente à presença militar dos Estados Unidos.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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