
Israelenses nas ruas nos protestos
Aviv Atlas/Reuters
Um milhão de israelenses nas ruas e meio milhão na Praça dos Reféns, em Tel-Aviv, na noite do domingo — o primeiro dia útil da semana em Israel. Foi uma greve geral, mesmo sem o apoio da poderosa central sindical israelense, a Histadrut, para dizer ao governo de Benjamin Netanyahu para acabar com a guerra em Gaza e trazer os 50 reféns de volta às suas famílias, entre eles 20 vivos.
Netanyahu respondeu que as manifestações estavam dificultando as negociações com o Hamas, ao pressionar o governo israelense a fazer concessões. Há uma nova proposta de trégua de 60 dias, com libertação de reféns e prisioneiros palestinos em duas etapas, em discussão no Cairo. Não é mais um cessar-fogo, que nenhum dos dois lados quer — e, sim, uma trégua permanente.
Mais de 40 manifestantes foram presos por bloquear a estrada Jerusalém-Tel Aviv e as ruas em que moram vários ministros da coligação governamental de extrema direita.. Embora a Histadrut não tenha aderido à greve geral, o seu líder, Amon Bar-David, foi à Praça dos Reféns prestar sua solidariedade. “Esta não é uma questão de esquerda e direita”, ele disse. “Esta é uma questão de trazer as pessoas de volta, trazer de volta pessoas que foram sequestradas (há 681 dias), sequestradas de suas camas, sequestradas de seus turnos de serviço e de seus tanques.”
Universidades, companhias de tecnologia e o comércio aderiram à greve geral. As ruas ficaram vazias, como num feriado. O presidente Herzog e familiares dos reféns se revezaram no pódio da Praça dos Reféns. Em alguns dos discursos, o presidente Donald Trump foi mencionado e agradecido por pressionar Netanyahu pela libertação dos reféns, com apelos para aumentar a pressão.
O governo israelense começou a expansão da guerra para a Cidade de Gaza e vai votar, nesta quarta-feira, outra expansão polêmica e muito criticada internacionalmente, a criação de mais três mil casas entre Jerusalém Oriental e a antiga colônia de Maale Adumin, em território ocupado durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. O projeto divide a Cisjordânia em Norte e Sul e impede, de fato, um Estado Palestino contínuo.
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