Destinos turísticos brasileiros adotam taxa para visitantes e dividem opiniões

Em Morro de São Paulo, na Bahia, e em outros 11 destinos turísticos no Brasil, a cobrança de uma taxa para acesso a áreas de preservação já é uma realidade

Da redação

Por Da redação

Destinos turísticos brasileiros adotam taxa para visitantes e dividem opiniões
Taxa de turismo divide opiniões
Reprodução/Band

A cobrança de uma taxa para acesso a destinos turísticos no Brasil tem se tornado mais comum, dividindo a opinião de viajantes. Em Morro de São Paulo, na Bahia, a Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago é cobrada desde 2019 e já passou por dois reajustes. 

O motorista Joacir Schmitz, que viajou com a esposa, pagou R$ 100 e expressou sua insatisfação: "Eu achei um absurdo, porque eu vim para turistar e tu vai gastar, tu depende da ilha, né? Daí eu tenho que pagar pra poder ir visitar a ilha, eu acho um absurdo".

Em contrapartida, um turista espanhol não viu problemas em pagar a tarifa. O secretário de Turismo de Cairu, Cláudio Brito, explica que o valor arrecadado é investido na preservação do local. 

A verba é destinada, prioritariamente, para a retirada de lixo da ilha, que acumula cerca de 25 toneladas de resíduos por dia.

A preservação também se estende às piscinas naturais, com demarcação e ordenamento para que as embarcações não atinjam os corais, além da limpeza das praias.

Cidades que já cobram ou avaliam a taxa

Atualmente, pelo menos 12 destinos brasileiros já adotam algum tipo de tarifa para visitantes. A lista inclui Fernando de Noronha, Jalapão, Bombinhas e Gramado. A tendência de adoção da cobrança deve aumentar.

Em Porto Seguro, também na Bahia, a medida é avaliada para entrar em vigor no próximo ano. Já em Ilhabela, no litoral de São Paulo, a cobrança será retomada em dezembro, durante a alta temporada de verão. 

A cidade de Aparecida, no interior paulista, apresentou um projeto para criar uma contribuição, enquanto Campos do Jordão planeja adotar uma taxa ambiental para veículos.

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