Policiais integravam a segurança do bicheiro Rogério de Andrade
A Justiça do Rio de Janeiro expediu 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro e integrantes de seu núcleo de segurança na região de Bangu

Uma organização criminosa liderada pelo bicheiro Rogério de Andrade foi alvo de uma nova operação nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro. A ação, conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Gaeco, revelou que 19 policiais integravam o bando.
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Os investigados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na Zona Oeste da capital fluminense. De acordo com as investigações, o grupo utilizava a prática sistemática de corrupção para garantir que as atividades ilícitas operassem sem interrupções na região de Bangu.
Entre os alvos da Justiça estão nove policiais militares da ativa e sete policiais militares da reserva. A lista de mandados de prisão também inclui um policial penal, um ex-policial penal e um ex-policial civil, além do próprio Rogério de Andrade.
Atuação da organização criminosa
Segundo o Gaeco, os policiais denunciados trabalhavam diretamente na proteção dos pontos de jogo do bicho controlados por Andrade. O bicheiro, que faz parte da chamada "nova cúpula" da contravenção, já está detido desde 2024 em um presídio de segurança máxima.
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Os mandados foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e em municípios da Baixada Fluminense, como Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis e São João de Meriti. Houve ainda cumprimento de mandado na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Os envolvidos responderão pelos crimes de corrupção ativa, passiva e constituição de organização criminosa armada. A denúncia aponta que a pena pode ser agravada pelo fato de os acusados serem funcionários públicos em exercício de cargo.
Posicionamento das corporações
A Polícia Militar informou, por meio de nota, que os agentes da corporação citados na investigação serão devidamente investigados. Os PMs denunciados pertenciam a diversas unidades, incluindo o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e batalhões territoriais como o 14º BPM (Bangu) e o 41º BPM (Irajá).
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Já a Polícia Civil afirmou que não compactua com desvios de conduta ou atividades ilícitas. A instituição confirmou que um policial civil aposentado era alvo da operação, mas ele não foi localizado e é considerado foragido. Um processo administrativo disciplinar foi instaurado contra o servidor.
Até o momento, 15 pessoas foram presas durante as diligências. Entre o material apreendido pelos agentes, as autoridades destacaram armamentos, incluindo uma arma com supressor de ruídos encontrada com um dos sargentos da Polícia Militar investigados no caso.
