
Resumo da notícia
Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro, realizada pelo Gaeco, desmantelou uma organização criminosa liderada pelo bicheiro Rogério de Andrade, revelando a participação de 19 policiais em esquema de proteção a jogos ilegais na Zona Oeste do Rio e cidades da Baixada Fluminense.
As investigações apontaram que policiais militares da ativa e da reserva, além de policiais penais e civil, praticavam corrupção para garantir funcionamento de pontos do jogo do bicho, com mandados de prisão cumpridos em diversos locais e agravamento das acusações por serem funcionários públicos.
As corporações envolvidas declararam que abrirão investigações internas, confirmando o envolvimento de agentes de vários batalhões e que um ex-policial civil está foragido, enquanto as diligências já resultaram em 15 prisões e apreensão de armas, incluindo equipamento com supressor de ruído.
Este resumo foi gerado por inteligência artificial e cuidadosamente revisado por jornalistas antes de ser publicado.
Uma organização criminosa liderada pelo bicheiro Rogério de Andrade foi alvo de uma nova operação nesta terça-feira (10), no Rio de Janeiro. A ação, conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Gaeco, revelou que 19 policiais integravam o bando.
Os investigados atuavam na segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na Zona Oeste da capital fluminense. De acordo com as investigações, o grupo utilizava a prática sistemática de corrupção para garantir que as atividades ilícitas operassem sem interrupções na região de Bangu.
Entre os alvos da Justiça estão nove policiais militares da ativa e sete policiais militares da reserva. A lista de mandados de prisão também inclui um policial penal, um ex-policial penal e um ex-policial civil, além do próprio Rogério de Andrade.
Atuação da organização criminosa
Segundo o Gaeco, os policiais denunciados trabalhavam diretamente na proteção dos pontos de jogo do bicho controlados por Andrade. O bicheiro, que faz parte da chamada "nova cúpula" da contravenção, já está detido desde 2024 em um presídio de segurança máxima.
Os mandados foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e em municípios da Baixada Fluminense, como Belford Roxo, Duque de Caxias, Nilópolis e São João de Meriti. Houve ainda cumprimento de mandado na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Os envolvidos responderão pelos crimes de corrupção ativa, passiva e constituição de organização criminosa armada. A denúncia aponta que a pena pode ser agravada pelo fato de os acusados serem funcionários públicos em exercício de cargo.
Posicionamento das corporações
A Polícia Militar informou, por meio de nota, que os agentes da corporação citados na investigação serão devidamente investigados. Os PMs denunciados pertenciam a diversas unidades, incluindo o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e batalhões territoriais como o 14º BPM (Bangu) e o 41º BPM (Irajá).
Já a Polícia Civil afirmou que não compactua com desvios de conduta ou atividades ilícitas. A instituição confirmou que um policial civil aposentado era alvo da operação, mas ele não foi localizado e é considerado foragido. Um processo administrativo disciplinar foi instaurado contra o servidor.
Até o momento, 15 pessoas foram presas durante as diligências. Entre o material apreendido pelos agentes, as autoridades destacaram armamentos, incluindo uma arma com supressor de ruídos encontrada com um dos sargentos da Polícia Militar investigados no caso.