Jornal da Band

Advogado é acusado de agredir ex-noiva grávida no DF

Conhecido por atuar em julgamentos dos atos de 8 de janeiro, ele é alvo de medidas protetivas após denúncias de violência

PEDRO TEIXEIRA

14/08/2026 • 19:51 • Atualizado em 14/08/2026 • 19:53

A Justiça do Distrito Federal deferiu uma medida protetiva em favor da ex-noiva do advogado Mateus Meer Milanês, que o acusa de sucessivas agressões físicas. O advogado, que ganhou notoriedade por sua atuação em julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro, nega todas as acusações e sustenta que a verdade será esclarecida durante o curso do processo.

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Histórico das denúncias

Segundo o relato da vítima, as agressões ocorreram em pelo menos três ocasiões distintas:

  • Junho de 2025: A vítima afirma ter sido empurrada contra um sofá, o que resultou em hematomas em seus braços. Na ocasião, ela enviou mensagens e fotos à uma amiga, descrevendo o episódio e expressando choque com a situação.
  • Final do ano passado: Durante uma festa de aniversário do advogado, ele teria arremessado a jovem ao chão. A queda provocou uma pancada na cabeça da vítima, em cena presenciada pelo próprio pai do advogado.
  • Agosto de 2026: O último episódio teria ocorrido na madrugada do dia 3 de agosto, quando, após uma tentativa de agressão, o advogado teria expulsado a ex-noiva de casa, obrigando-a a buscar abrigo em um motel.

Determinação judicial

Com a concessão da medida protetiva, Mateus Meer Milanês está proibido de manter qualquer tipo de contato com a vítima e deve permanecer a uma distância mínima de 300 metros. A defesa da jovem destacou que a medida foi a alternativa encontrada para assegurar a proteção dela e do bebê.

Campanha A Band Não Se Cala

O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "A Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.

A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.