A Anistia Internacional acusou Israel de cometer um genocídio ao vivo de palestinos em Gaza e denunciou a conivência da comunidade internacional. O drama dos palestinos em Gaza vem de várias formas. A fome, que assola, sobretudo, as crianças, o drama de famílias ceifadas pelos mísseis de Israel e a falta de moradia em uma terra arrasada.
Diante desse cenário, a anistia internacional acusou Israel de acometer um ‘genocídio ao vivo’. A expressão resume o que a entidade descreve como uma campanha sistemática de um extermínio da população palestina.
Segundo a organização, desde outubro de 2023, Israel promove uma destruição deliberada da infraestrutura civil em Gaza: hospitais, escolas e casas. O relatório cita "assassinatos", "danos graves à integridade física ou mental de civis", "deslocamentos e desaparecimentos forçados" e "a imposição deliberada de condições de vida destinadas a provocar a destruição física dessas pessoas"
A secretária-geral da Anistia Internacional, Agnès Callamard, afirmou que o mundo inteiro está testemunhando um genocídio em tempo real, em Gaza, com algumas potências globais, inclusive, apoiando as ações de Israel.
Ao todo, mais de 52 mil pessoas já morreram - a maioria civis - de acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pelas Nações Unidas. Com quase dois milhões de pessoas deslocadas - o equivalente a 90% da população local - a sobrevivência virou um desafio diário.
Israel nega as acusações e alega que a narrativa da Anistia Internacional é distorcida e unilateral. Enquanto isso, os civis palestinos continuam pagando o preço mais alto - e mais doloroso. Ainda no relatório, a Anistia cita a conivência da comunidade internacional com a tragédia humanitária em Gaza.
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