Resumo
Liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, resultará no pagamento de R$ 41 bilhões a mais de 1,6 milhão de investidores pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com início previsto para o final desta semana ou início da próxima, abrangendo aplicações como CDBs e limitando a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Operação é considerada a maior liquidação da história financeira do Brasil, superando o caso Bamerindus de 1997, representa cerca de um terço do caixa do FGC e envolve conferência de dados dos investidores em parceria com o interventor Eduardo Félix Bianchini antes da liberação via aplicativo oficial.
Prevenção a fraudes é enfatizada por especialistas e pelo FGC, que alerta sobre tentativas de golpe por mensagens, e-mails e aplicativos falsos, informa que não entra em contato direto para oferecer devolução ou solicitar senhas, e reforça que o processo exige solicitação ativa do investidor pelos canais oficiais.
Os mais de 1,6 milhão de investidores do Banco Master, instituição que sofreu liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, devem começar a receber os ressarcimentos até o final desta semana ou início da próxima. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pagará um total de R$ 41 bilhões a quem possuía aplicações como Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
A operação é considerada a maior liquidação de uma instituição financeira já registrada no Brasil. Para efeito de comparação, o maior desembolso anterior do FGC ocorreu na quebra do Bamerindus, em 1997, quando foram devolvidos R$ 20 bilhões em valores atualizados. O montante atual representa cerca de um terço do caixa total do fundo, que soma R$ 120 bilhões.
O FGC recebeu a lista oficial de investidores na última semana e realiza a conferência final dos dados junto ao interventor nomeado, Eduardo Félix Bianchini. Assim que as dúvidas pontuais forem sanadas, a liberação dos valores será iniciada via aplicativo oficial.
Como solicitar o ressarcimento
O processo de devolução não é automático. Para receber os valores, limitados a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, os investidores precisam seguir protocolos específicos de segurança. Pessoas físicas devem baixar o aplicativo oficial do FGC, realizar o cadastro com dados pessoais e informar uma conta bancária de mesma titularidade para o depósito.
O sistema exige a realização de biometria e o envio de documentos digitalizados. Após a validação, o investidor cria uma senha, visualiza o valor disponível e formaliza o pedido por meio de uma assinatura digital no próprio dispositivo.
No caso de pessoas jurídicas, o representante legal da empresa deve solicitar o ressarcimento exclusivamente pelo site do FGC, no Portal do Investidor. O pagamento será creditado em conta corrente ou poupança vinculada ao mesmo CNPJ da aplicação original.
Alerta contra fraudes e golpes
A proximidade do pagamento gerou um aumento na atividade de estelionatários. Segundo o advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em cibercrimes, criminosos aproveitam o "assunto do momento" para enganar investidores ansiosos por reaver o dinheiro. Foram identificadas mensagens de texto, e-mails falsos com senhas de validação e até aplicativos fraudulentos que buscam roubar dados e acessar celulares à distância.
O FGC esclarece que não entra em contato com clientes por telefone, WhatsApp ou e-mail para oferecer a devolução ou solicitar senhas. O economista Jason Vieira ressalta que o limite de R$ 250 mil é garantido pelo fundo, mas a solicitação deve partir sempre do investidor pelos canais oficiais para garantir a segurança da operação.
Geralmente, o processo de pagamento em instituições liquidadas leva cerca de 30 dias. No caso do Banco Master, a complexidade e o volume de credores farão o processo completar dois meses no próximo domingo.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

