Uma das piores chuvas de granizo já registradas em Erechim, no Norte gaúcho, causou grandes estragos na cidade. A tempestade, que atingiu o município no último fim de semana, destruiu telhados e gerou prejuízos para cerca de 37 mil moradores.
Se os danos na área urbana são consideráveis, no campo, as pedras de gelo representam uma ameaça ainda maior, capazes de comprometer lavouras inteiras. Diante desse risco crescente, um equipamento conhecido como Canhão Antigranizo surge como uma alternativa para mitigar os danos.
O Funcionamento do Canhão Antigranizo
O Canhão Antigranizo é um equipamento que protege plantações das pedras de gelo em caso de tempestade. O sistema funciona com o som de um disparo e pode, teoricamente, acabar com o gelo antes mesmo de ele se formar.
O equipamento é acionado remotamente e fica ligado a uma central de monitoramento climático. É particularmente indicado para lavouras consideradas "sensíveis" ao clima e a variações bruscas, como as plantações de frutas, por exemplo, uvas em vinícolas.
No entanto, o alto custo é um impeditivo para a adesão em larga escala. Um modelo para proteger as uvas de uma vinícola, por exemplo, pode custar cerca de meio milhão de reais.
Apoio do Governo do Rio Grande do Sul
Em resposta às perdas causadas pelas frequentes tempestades, o Governo do Rio Grande do Sul já iniciou um estudo para buscar formas de financiar a aquisição desses canhões. A prioridade é auxiliar os produtores rurais nas áreas mais atingidas por esse tipo de fenômeno, como a Serra Gaúcha. A medida visa dar suporte aos agricultores e proteger a economia local, especialmente do setor vitivinícola e de outras culturas sensíveis ao granizo.
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