Jornal da Band

Computação quântica tem o potencial de revolucionar os computadores

Cientistas deram um novo passo no avanço da computação quântica, apresentaram um estudo do “Maiorana 1” - o primeiro processador quântico

IGOR CALIAN

09/03/2025 • 16:33 • Atualizado em 09/03/2025 • 16:33

Atualmente, não é possível simular com precisão absoluta as leis da natureza, nem juntar todos os computadores do mundo, que operam baseados em bits: os zeros e uns, que são essencialmente um interruptor de liga e desliga. Mas tudo pode mudar com a computação quântica, que tem propriedades bem diferentes.

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A partir de um efeito da mecânica quântica que chamamos de superposição, criar um estado onde você vai ter o bit zero e o bit um simultaneamente. Isso é importante porque esse estado superposto, ele é capaz de fazer operações matemáticas muito mais rápidas e com um volume maior do que um computador clássico.

Saem os zeros e uns, os bits, e entram os qubits, ou bits quânticos, capazes de processar simultaneamente muito mais informação. Eles têm um crescimento exponencial, ou seja: com um qubit, dá pra fazer 16 operações ao mesmo tempo. Com 20 qubits, mais de um milhão. É possível simular materiais, simular moléculas, para desenvolvimento de fármacos, para medicina. E é possível desenvolver materiais, descobrir materiais com novas propriedades. Aquilo que um computador clássico levaria décadas para resolver, a computação quântica pode resolver muito mais rápido, em questão de minutos.

Só que um dos maiores desafios é que esses bit quânticos são extremamente frágeis e suscetíveis a qualquer perturbação, ainda que microscópica.

Cientistas deram um novo passo no avanço da computação quântica, apresentaram um estudo do “Maiorana 1” - o primeiro processador quântico da Microsoft, criado com uma tecnologia inovadora que tem potencial de revolucionar o mundo. A Microsoft, depois de quase duas décadas de pesquisas, conseguiu criar, observar e controlar uma partícula chamada "Maiorana", teorizada por um matemático italiano no início do século passado. A estrutura, montada no nível molecular, tem propriedades que permitem a criação dos chamados "qubits topológicos", altamente estáveis e resistentes.