Caso a guerra no Oriente Médio perdurar, um dos impactos no Brasil pode ser a alta no preço dos alimentos. Além do petróleo mais caro que aumenta o valor do frete, o risco é de faltar um fertilizante essencial para o agronegócio, a ureia.
A ureia é produzida a partir da reação de amônia com gás natural. Ela tem como base o nitrogênio, um elemento essencial para o metabolismo das plantas. Principalmente nas culturas de milho, soja, cana e café.
Uma das maiores empresas de fertilizante da Baixada Santista está com baixo estoque de ureia. Neste momento as negociações estão paradas e a empresa não está conseguindo importar.
“As vendas pararam, ureia não está sendo negociada por causa da guerra”, diz Eduardo Carvalho, Gerente de Mercado e Estratégia da Mosaic
Mais de dois terços (85%) das terras produtivas no mundo tem deficiência em nitrogênio. No Brasil não é diferente, o que nos deixa mais vulneráveis nesse setor é que temos que importar 100% da ureia que utilizamos.
Com a guerra no Oriente Médio, o fornecimento de ureia ao Brasil pode ser afetado. E caso o mercado não se normalize, os preços podem subir ainda mais. Já que 16,7% vem do Irã, e outra parte do Egito, que compra gás natural do Irã para fabricar.
“No curto prazo, a principal consequência será a safra 25/26 com custo de produção mais elevados”, informa Felippe Serigati, pesquisador da FGV Agro
A ureia é a alimentação da planta, se não alimentar ela não produz. Aumentando o custo de produção, o preço para o consumidor final deverá aumentar também.
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