Jornal da Band

Decisão de Moraes sobre Bolsonaro incendeia agenda de pré-candidatos

Flávio Bolsonaro e outros comentaram a suspensão das visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Da redação
DA REDAÇÃO

14/07/2026 • 21:19 • Atualizado em 14/07/2026 • 21:19

O embate entre o Judiciário e o clã Bolsonaro dominou a pauta dos pré-candidatos à Presidência nesta terça-feira (14). O foco das atenções foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Apesar de não ter agenda pública nesta terça, Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais para agradecer à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) por interceder a seu favor. A entidade solicitou que Moraes reconsidere a suspensão, argumentando que Flávio é um dos advogados constituídos do ex-presidente.

A OAB defende que a comunicação pessoal e reservada entre ambos deve ser assegurada para fins profissionais, respeitando as medidas de segurança necessárias. A punição de Moraes baseia-se na alegação de que Jair Bolsonaro descumpriu medidas cautelares ao usar o filho para divulgar uma carta de apoio político.

A decisão de Moraes foi alvo de críticas contundentes por parte de outros pré-candidatos também:

  • Romeu Zema (Novo): Em entrevista a uma rádio paulista, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que, em "qualquer país sério", um ministro da Suprema Corte julga questões constitucionais. Para Zema, Moraes está "perdendo tempo" ao avaliar a legalidade do envio de cartas por detidos;
  • Ronaldo Caiado (PSD): O ex-governador de Goiás classificou o episódio como parte de um "jogo" que alimenta a polarização e favorece tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro. Segundo Caiado, essa disputa afasta o debate dos problemas reais do país, tratando o tema como "lixo" e algo irrelevante para a pauta nacional.

Lula e o foco na economia

Enquanto outros pré-candidatos focavam o Judiciário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu agenda no Palácio do Planalto com representantes do setor automotivo.

Em seu discurso, o pré-candidato à reeleição exaltou programas governamentais e defendeu o papel do Estado como intermediador de crises, questionando a utilidade de governos que se eximem de responsabilidades.

Já o pré-candidato Renan Santos (Missão) não cumpriu compromissos públicos nesta terça-feira.