Jornal da Band

EUA exigem trégua em Gaza e acordo pode surgir após jantar de Trump e Netanyahu na Casa Branca

Um cessar-fogo em Gaza é o assunto principal de um jantar, na noite desta segunda-feira (7), na Casa Branca entre Donald Trump e o primeiro-ministro israelense

FELIPE KIELING

07/07/2025 • 20:05 • Atualizado em 07/07/2025 • 20:05

Um cessar-fogo em Gaza é o assunto principal de um jantar, na noite desta segunda-feira (7), na Casa Branca entre Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. As negociações para um acordo acontecem no Catar.

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É a terceira visita de Benjamin Netanyahu à Casa Branca desde que Donald Trump voltou ao poder, e a primeira desde o ataque conjunto contra instalações iranianas. Agora, os Estados Unidos exigem uma trégua em Gaza.

Novos bombardeios

Neste domingo (6), novos bombardeios atingiram abrigos e clínicas médicas, matando pelo menos quarenta e dois palestinos. O premiê de Israel volta a Washington fortalecido pelo apoio interno à ofensiva contra o Irã.

Mas Netanyahu enfrenta pressão de dois terços da sociedade israelense que apoiam o cessar-fogo para trazer os reféns de volta. Há, pelo menos, 50 israelenses sob poder do Hamas e estima-se que 20 estejam vivos.

Cerca de 21 meses depois do início dos ataques, o Hamas perdeu controle sobre a maior parte da Faixa de Gaza. Gangues e clãs armados preenchem o vazio, o que faz de Gaza uma terra sem lei.

ONU alerta para catástrofe humanitária

A sobrevivência depende de ajuda que não chega. Autoridades da ONU alertam para a catástrofe humanitária, desnutrição infantil e colapso dos serviços médicos.

As negociações estão travadas há meses. O principal impasse é que Israel só aceita um cessar-fogo temporário, enquanto o Hamas pede o fim definitivo do massacre e a retirada total das tropas israelenses de Gaza.

A proposta prevê 60 dias de cessar-fogo, com a libertação de 10 reféns vivos e 18 mortos. Em troca, prisioneiros palestinos seriam soltos e tropas israelenses sairiam da Faixa de Gaza.

O Hamas ainda exige o fim da atuação da ONG financiada por Israel e Estados Unidos, acusada de matar palestinos na fila da fome. O controle da ajuda humanitária voltaria para as Nações Unidas.

Lula volta a condenar massacres e critica ONU

Na cúpula do Brics, o presidente Lula voltou hoje a condenar os massacres em Gaza e cobrou a ONU:

"Vamos ser francos, o que está acontecendo em Gaza já passou da capacidade de compreensão de qualquer mortal desta terra. Só se mata inocente, mulheres e crianças", disse o presidente.

"E cadê a instituição multilateral para colocar fim nisso? Não existe. A ONU deveria estar coordenando, mas a ONU não pode coordenar porque ela está envolvida nisso", completou.