Jornal da Band

Fábrica de produtos Ypê foi autuada três vezes por contaminação bacteriana

Com histórico de irregularidades desde 2020, empresa enfrenta suspensão da Anvisa e questionamentos sobre negligência após recorrência de casos em 2025 e 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

09/05/2026 • 20:55 • Atualizado em 09/05/2026 • 21:09

Ypê

Ypê

Mariana Zafalon/Band

A Química Amparo, detentora da marca Ipê, e que está localizada na cidade de Amparo, no interior de São Paulo, enfrenta uma crise sem precedentes. Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autuou a empresa e suspendeu a comercialização de produtos com lotes de final 1. Ao todo, 23 produtos estão sob suspeita de contaminação bacteriana. A fábrica, porém, já recebeu três autuações, nos últimos anos, por contaminação bacteriana em seus produtos.

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Os primeiros registros de problemas sanitários foram registrados em 2020. Mas, em 2024 e 2025, a empresa também foi autuada peo mesmo motivo. Em novembro de 2025, a Química Amparo realizou um recall voluntário cautelar de lotes dos lava-roupas líquidos. A medida foi tomada após análises internas detectarem a presença da mesma bactéria identificada nos casos atuais. Este microrganismo representa riscos à saúde, especialmente para pessoas imunossuprimidas, podendo causar infecções graves. O episódio foi citado pela Anvisa como parte de um histórico de contaminação microbiológica que fundamentou ações regulatórias posteriores contra a fabricante.

A bactéria identificada nos lotes de final 1 nesta semana , Pseudomonas aeruginosa, é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma ameaça global à saúde pública. Em contato com a pele, pode provocar dermatites, conjuntivites e outras infecções.

Após a determinação do recolhimento dos lotes em todo o Brasil, a Química Amparo recorreu à justiça. No entanto, a empresa informou que manterá suspensa a fabricação dos produtos até o fim das investigações.

O escândalo, porém, colocou os consumidores em dúvida. Muitos ainda não sabem como proceder ou até mesmo identificar os lotes dos produtos envolvidos. Nas redes sociais, o caso mobilizou até políticos e artistas.

Neste sábado (9), a Anvisa divulgou uma nota afirmando que, mesmo após a justiça recorrer e liberar os produtos Ypê, o uso não é recomendado e pode fazer mal à saúde.

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