Jornal da Band

Fachin determina que governo do Rio apresente novo plano de redução de letalidade policial

Ação ganhou força depois que uma operação da polícia carioca deixou 13 mortos no Complexo do Alemão, em 2020

CAIÃ MESSINA

05/02/2025 • 20:40 • Atualizado em 05/02/2025 • 20:40

O Supremo Tribunal Federal começou o ano retomando o julgamento sobre as operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro. A ação ganhou força depois que uma operação da polícia carioca deixou 13 mortos no Complexo do Alemão, em 2020.

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No voto apresentado hoje, o ministro Edson Fachin manteve as restrições nas operações em favelas do Rio de Janeiro e determinou que o governo do estado apresenta um novo plano de redução da letalidade policial. A sessão foi interrompida depois desse voto.

Na época do início da ação, o ministro Edson Fachin determinou restrições ao uso de helicópteros com atiradores e operações noturnas, além da implementação de GPS e câmeras corporais.

O ministro ainda ordenou que as ações só poderiam acontecer depois de aviso prévio do Ministério Público do RJ e autoridades da área de saúde e educação para proteger escolas e hospitais. Autoridades do Rio reclamam que o STF dificulta o combate à criminalidade.

“Cria uma sensação de que o Rio de Janeiro virou, sei lá, um resort para delinquentes. Não é nenhuma coisa nem outra, todos nós defendemos que as forças policiais possam agir”, disse Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

“Todos os estados estão mandando seus criminosos para o rio de janeiro. Nós já prendemos, só no ano passado, criminosos de mais de 15 estados brasileiros”, disse Cláudio Castro, governador do Rio.

O Ministério Público do Rio de Janeiro defende que as operações policiais aumentaram e as mortes caíram.

Foram cerca de 4,6 mil ações das polícias civil e militar entre junho de 2020 e janeiro deste ano, uma média de três por dia. As mortes por intervenção da PM em 2024 chegaram a 861, quase mil a menos do que em 2019, ano em que as medidas do STF entraram em vigor.

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