Feminicídios caem 3,2% no Brasil de janeiro a julho de 2026, aponta Sinesp
Levantamento oficial indica 848 vítimas nos primeiros sete meses do ano; Rondônia lidera queda entre os 14 Estados com redução

O número de casos de feminicídio no Brasil registra queda de 3,2% entre janeiro e julho de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados consolidados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
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Ao todo, o país contabilizou 848 ocorrências de assassinatos de mulheres motivados por gênero nos primeiros sete meses deste ano. Em 2025, o mesmo intervalo havia somado 876 notificações, o que representa uma diminuição absoluta de 28 registros.Apesar da oscilação para baixo, os indicadores de violência letal contra a mulher permanecem em patamares que exigem alerta contínuo dos órgãos de segurança.
Estados com maior redução nos índices
O balanço nacional revela que 14 Estados conseguiram diminuir as taxas de feminicídio em 2026. O recuo mais expressivo ocorreu em Rondônia, onde os assassinatos caíram 64,7%. Outras quatro unidades federativas também se destacaram na contenção desse tipo de crime no período: Piauí, Maranhão, Acre e Roraima. O comportamento dos indicadores nos sete primeiros meses do ano contrasta com o cenário verificado no ano anterior em todo o território nacional.
Histórico recente de mortes violentas
Em 2025, o Brasil atingiu o ápice histórico das estatísticas de violência contra a mulher. Naquele ano, 1.571 mulheres foram assassinadas no país por razões de gênero. O total de 2025 representou uma alta de 4% em relação a 2024, quando o índice já se encontrava em nível recorde. O combate a esses crimes segue no centro dos debates do sistema de segurança pública.
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O monitoramento do Sinesp reúne as notificações encaminhadas pelas secretarias de Segurança Pública de todas as unidades da Federação. Os relatórios oficiais do órgão servem de parâmetro para a formulação de políticas públicas integradas em âmbito nacional.
A Band não de cala
O Grupo Bandeirantes lançou a ação "Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
Dados apresentados na divulgação mostram a dimensão da urgência do tema no território nacional. A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
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