Jornal da Band

Israel desafia Casa Branca e mantém tropas no sul do Líbano

Ministro da Defesa afirmou que a presença militar é essencial para segurança, em mais um atrito na relação com o governo Donald Trump

EDUARDO BARÃO

24/06/2026 • 22:37 • Atualizado em 24/06/2026 • 23:23

A crise diplomática entre Israel e Estados Unidos atingiu um novo patamar nesta quarta-feira (24). O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano e que a decisão não será revertida, nem mesmo por ordens da Casa Branca.

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A declaração de Katz, um dos ministros mais próximos ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, representa um desafio direto ao governo do presidente americano, Donald Trump. A afirmação surgiu logo após a agência Reuters revelar que Israel e Líbano negociavam, sob mediação americana, a transferência gradual das áreas ocupadas para o exército libanês.

O impasse na zona de segurança

Para o governo israelense, a manutenção da chamada "zona de segurança" no sul do Líbano é imprescindível para impedir que o Hezbollah reestabeleça bases operacionais próximas à fronteira. No entanto, a interrupção dos bombardeios israelenses contra o Líbano é um dos pontos centrais do acordo de paz firmado entre o Irã — principal apoiador do Hezbollah — e os Estados Unidos.

Até o momento, o presidente Donald Trump não se manifestou sobre a declaração do ministro israelense. Em paralelo, a diplomacia americana busca tranquilizar seus aliados na região, como Emirados Árabes Unidos e Kuwait, sobre os termos das negociações em curso com o governo iraniano. O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que o governo Trump não adotará medidas que coloquem em risco a estabilidade regional.

Popularidade em queda

O prolongamento dos conflitos no Oriente Médio tem gerado desgaste político dentro dos Estados Unidos. Segundo uma pesquisa divulgada pela agência Reuters, a popularidade do presidente Donald Trump caiu para 34%, o índice mais baixo desde o início do atual mandato. Atualmente, a desaprovação ao governo chega a 64%.