Hoje o Brasil depende de algo entre 10% e 15% de gasolina importada para abastecer todo o consumo necessário dentro do País. No caso do diesel, a dependência é ainda maior, chega a 30%.
Por isso, aumentar a mistura de combustíveis limpos é, antes de tudo, uma questão de segurança energética: quando dependemos do produto estrangeiro, ficamos expostos ao risco de desabastecimento diante de conflitos geopolíticos. E há um ganho ambiental evidente, porque são combustíveis menos poluentes.
Neste momento, o aumento do etanol também reduz o preço da gasolina, porque o etanol está mais barato, mesmo considerando os subsídios do governo.
Os números ajudam a dimensionar o impacto: no ano passado, importamos 3,5 bilhões de litros de gasolina. Com o aumento do percentual de etanol na mistura, o governo estima que o País deixe de importar 900 milhões de litros por ano – uma redução de 25% nessa conta.
Esse movimento não parte do zero. O uso de etanol, seja diretamente, seja na mistura à gasolina, já responde por quase metade de tudo o que é consumido pelos veículos leves no País – e pode continuar crescendo.
Num mundo que busca ao mesmo tempo segurança e transição energética, temos um combustível limpo, competitivo e produzido aqui dentro. O avanço da mistura está no centro da política energética nacional e mostra que, nessa agenda, o Brasil tem a faca e o queijo na mão.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber


