O endividamento no Brasil alcança níveis preocupantes. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o percentual de famílias endividadas subiu entre junho e julho e chegou a 82% do total, mais um recorde na série.
Fazer dívidas não é problema para quem tem condições de pagar. A questão é que a maior parte é dívida cara, principalmente no cartão de crédito, e já compromete, em média, 30% da renda mensal de cada pessoa.
A inadimplência até teve um ligeiro recuo em julho. A CNC avalia que pode ter havido algum efeito do programa Desenrola, mas bastante limitado. Mesmo com a queda da taxa básica de juros, reduzida na véspera para 14%, o custo do crédito continua subindo.
Com esse nível de endividamento, o risco é provocar um baque muito grande na economia. Os números ainda não mostram desaceleração forte, mas é urgente criar condições para que se tenham juros menores – o que passa pelo reequilíbrio das contas públicas.
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