Jornal da Band

Lula aceitaria ligar para Trump, mas exige que conversa fique restrita a questões comerciais

O presidente brasileiro não quer falar sobre temas ligados à Justiça

TÚLIO AMÂNCIO

23/07/2025 • 20:15 • Atualizado em 23/07/2025 • 20:15

O Brasil tenta abrir algum canal de negociação sobre o tarifaço com o governo americano. Nos bastidores, os relatos são de que os Estados Unidos não estão respondendo às tentativas de negociação. Fontes do Planalto afirmam que o presidente Lula aceitaria ligar para Donald Trump, mas só se o assunto ficar restrito a questões comerciais.

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O Ministro da Relações exteriores, Mauro Vieira, se reuniu com os senadores da base e da oposição que vão para os EUA tentar abrir o diálogo. Os parlamentares pretendem se encontrar com representantes do partido de Trump.

“Nós vamos reunir com empresários americanos que têm negócios com o Brasil, empresários brasileiros que têm negócios com os Estados Unidos. Parlamentar americano, num dia subsequente”, disse o senador Nelsinho Trad.

Nos Estados Unidos, o deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro, tem agido para esvaziar a agenda dos senadores.

Enquanto isso, aos diálogos seguem com o empresariado. Nesta quarta-feira, o vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin se reuniu com o setor farmacêutico. O Brasil avalia quebrar patentes de remédios dos Estados Unidos para fabricá-los aqui.

Temer defende diálogo entre os países

O ex-presidente Michel Temer disse que a hora é de reforçar o diálogo.

"Digo isso profundamente entristecido com a taxação despropositada imposta aos nossos produtos e pela lamentável eliminação de vistos dos ministros da Suprema Corte, o que é injustificável e inadmissível. São inadequações que não se resolvem com bravatas, com ameaças. Resolve-se com diálogo entre nações, especialmente nações parceiras", afirmou.

Ainda nesta semana, empresários brasileiros devem enviar uma carta ao secretário de comércio norte americano anunciando o investimento de R$ 7 bilhões nos Estados Unidos. O movimento, que tem a participação de 12 empresas, é mais uma tentativa de sensibilizar Donald Trump.