O presidente Lula disse nesta sexta-feira (4) que pode disputar o quarto mandato e voltou a acusar Israel de genocídio. As declarações foram dadas no Rio de Janeiro, onde aconteceu o encontro anual do banco dos Brics.
A agenda de Lula no Rio começou logo pela manhã, na abertura do encontro anual do banco do Brics. O presidente voltou a acusar Israel de genocídio em Gaza e também criticou o trabalho da ONU.
“Há muito tempo, eu não via a nossa ONU tão insignificante quanto ela se apresenta hoje. Uma ONU que foi capaz de criar o estado de Israel não foi capaz de criar um estado palestino. Não é capaz de fazer um acordo de paz para que o genocídio do exército israelense continue matando crianças e mulheres inocentes em Gaza”, disse o presidente.
Em seguida, Lula participou de um evento da Petrobras, na refinaria de Duque de Caxias, e falou sobre 2026 e a disputa pela reeleição.
"Não quero nervosismo porque só tenho um ano e meio de mandato, e tem gente que pensa que o governo já acabou. Eles não sabem o que eu estou pensando. Se preparem, se tudo estiver como eu estou pensando, esse país vai ter pela primeira vez um presidente eleito quatro vezes", continuou.
Lula chegou nesta quinta-feira ao Rio de Janeiro para participar da reunião do Brics, o bloco formado por 11 países foi criado depois da crise financeira de 2008, como um espaço de cooperação entre economias emergentes. Hoje, o grupo representa cerca de 40% do PIB mundial e quase metade da população global.
A cúpula dos Brics, que começa no domingo e vai até segunda-feira, deve reunir 4 mil participantes no Museu de Arte Moderna. Entre os fundadores do grupo, só Lula e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, devem comparecer.
Vladimir Putin participará por videoconferência. O presidente russo não virá ao Brasil por ser alvo de mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional. O líder chinês Xi Jinping mandou o primeiro-ministro para representá-lo.
A declaração final deve condenar o aumento de medidas protecionistas, uma resposta indireta ao governo Trump, que já chegou a fazer ameaçar ao Brics e à proposta de criação de uma moeda do bloco. O Brasil também quer pôr em debate temas como inteligência artificial e mudanças climáticas.
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