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Eleições

Lula e Flávio calibram as estratégias às vésperas do horário eleitoral

Petista aposta em confronto de biografias e fim da 6x1; candidato do PL desenha propostas econômicas

3 min

27/08/2026 20:44 • Atualizado há 58 dias

Lula e Flávio calibram as estratégias às vésperas do horário eleitoral

A propaganda gratuita de rádio e TV para a eleição de 2026 começa a ser veiculada nesta sexta-feira (28) para deputado, senador e governador, enquanto os candidatos à Presidência da República estreiam seus blocos no sábado (29).

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), principais concorrentes ao Palácio do Planalto, dedicaram as vésperas da estreia para ajustar as diretrizes de suas campanhas.

Biografia e jornada 6x1 no plano petista

Lula contará com o maior tempo de exposição no horário eleitoral gratuito, somando 5 minutos e 31 segundos por bloco. A vantagem de mais de um minuto em relação ao adversário do PL será explorada pelos marqueteiros petistas para promover o que chamam de "confronto de biografias", com o objetivo de ressaltar a experiência política do atual mandatário.

Embora o comitê de Lula planeje ataques ao oponente direto, a prioridade inicial dos programas será a exibição de realizações do atual governo e propostas para um eventual novo mandato. A estratégia visa evitar o desgaste de uma campanha centrada em agressões mútuas logo na largada.

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Em termos de agenda temática, o PT pretende encampar a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, que deve ser apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na próxima semana, posicionando Lula como defensor da proposta. O presidente cumpre agenda pública na Bahia nesta sexta-feira e em Minas no sábado.

Ajuste econômico e contra-ataque no PL

Por sua vez, Flávio Bolsonaro, que terá 4 minutos e 20 segundos de tempo por bloco, concentrou sua agenda em articulações internas para consolidar seu plano de governo na área econômica.

Entre as principais propostas em elaboração por sua equipe técnica está a criação de um conselho composto pelos três Poderes com o propósito de cortar gastos públicos. A meta declarada é conter a dívida pública nacional --que supera 80% do Produto Interno Bruto (PIB)-- e criar condições estruturais para a redução da taxa de juros.

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A agenda econômica do candidato do PL contempla ainda a reformulação de tributos para desonerar a folha de pagamento de empresas e o desenvolvimento de programas de auxílio a cidadãos endividados. Flávio buscou aproximação com agentes financeiros ao se reunir com o economista Marcelo Caiate, ex-presidente do banco Credit Suisse no Brasil, apontado nos bastidores como possível integrante do primeiro escalão de uma eventual administração.

Na televisão, a campanha do PL se apoiará na imagem e em discursos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além de abordar temas de apelo popular como segurança pública, inflação de alimentos e as recentes dificuldades econômicas de grandes corporações nacionais, a campanha planeja iniciar as ofensivas diretas contra Lula a partir da segunda semana.

A estratégia prevê a exploração de inquéritos policiais que investigam o filho do presidente, conhecido como Lulinha, sob suspeita de tráfico de influência. O comando do PL, no entanto, mantém em aberto a decisão de mencionar espontaneamente as suspeitas envolvendo o filme "Dark Horse" e o suposto repasse de recursos do banqueiro Daniel Vorcaro à obra, sob o entendimento de que cabe à produtora do longa prestar esclarecimentos.

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Caiado propõe remuneração por hora

O governador de Goiás e também candidato, Ronaldo Caiado (PSD), em visita ao Hospital Santa Marcelina, na capital paulista, posicionou-se de forma contrária à PEC do fim da escala de trabalho 6x1. Caiado defendeu a flexibilização trabalhista por meio de modelos de contratação e remuneração por hora trabalhada.

"O jovem quer ter hora de trabalho, não é só o jovem hoje... o cidadão quer ter a liberdade dele", declarou o candidato, acrescentando que as regras atuais devem coexistir com as alternativas de jornada livre.

Entre as demais candidaturas presidenciais, Augusto Curi (Avante) realizou reuniões internas e gravou peças para a propaganda eleitoral, enquanto Renan Santos (Missão) não registrou atividades públicas.

Lula e Flávio calibram as estratégias às vésperas do horário eleitoral