
Lula tem quadro de saúde estável após acidente doméstico
Reprodução/Agência Brasil
Lula já havia se queixado de dor de cabeça durante a reunião do Mercosul, no Uruguai, na semana passada. Mas ele achou que fosse uma gripe e não informou os médicos. Por causa do incômodo, Lula chegou a ir embora da cúpula antes da foto final com os presidentes. Só que segunda-feira (9) foi diferente. De acordo com ministros, ele passou o dia sonolento, reclamando da dor de cabeça.
No fim da tarde, o presidente recebeu os líderes do governo no Congresso e os presidentes da Câmara e do Senado para uma reunião. Porém, o encontro que prometia ser longo, foi interrompido depois de meia hora.
Por volta das 18h, Lula foi imediatamente para um hospital, seguindo orientação médica. Mas a bandeira que fica hasteada no Planalto, indicando a presença do presidente no palácio, só foi retirada mais de duas horas depois.
Foi o médico de confiança do presidente, Roberto Kalil Filho, que, de São Paulo, orientou a equipe médica da presidência a levar Lula ao Sírio-Libanês de Brasília para uma ressonância. No exame, foi detectado o crescimento do hematoma que, até a véspera do G20 no mês passado, estava estabilizado.
Segundo interlocutores, Lula já sabia que, se o coágulo aumentasse, seria necessário operar.
Pouco depois das 23h30, Lula foi levado para o hospital Sírio-Libanês de São Paulo em um avião da FAB. Ele chegou, caminhando normalmente, por volta de 01h.
Coube ao vice-presidente assumir parte da agenda de Lula nesta terça. Geraldo Alckmin recebeu o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e ministros dos dois governos, no palácio do Itamaraty.
O caso repercutiu na imprensa internacional. Manchetes dos principais jornais do mundo destacaram a cirurgia de emergência após a hemorragia e a recuperação de Lula.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

