Jornal da Band

Mercado de livros cresce e gera 70 mil empregos no Brasil

Levantamento da Câmara Brasileira do Livro aponta que abertura de novas empresas no setor literário impulsiona contratações e atrai novos leitores

GABRIELA LERINA

21/12/2025 • 16:40 • Atualizado em 21/12/2025 • 16:40

O mercado editorial brasileiro registra um período de expansão significativa, com o surgimento de novas empresas e a abertura de postos de trabalho em diversas regiões do país. Segundo uma pesquisa inédita realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o número de novos empreendimentos no setor cresceu 13% entre os anos de 2023 e 2025. Esse aquecimento reflete a manutenção do interesse do público pelo objeto físico e pela leitura, mesmo diante do avanço das plataformas digitais.

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Atualmente, o Brasil conta com 54 mil empresas operando no ramo literário, abrangendo desde editoras e centros de impressão até livrarias físicas. Esse ecossistema foi responsável pela criação de 70 mil postos de trabalho nos últimos dois anos. O movimento de expansão é visível na abertura de novas unidades, como uma livraria inaugurada recentemente em Porto Alegre, que marca a 15ª loja de uma rede e sua estreia na região Sul do país.

Impacto no mercado de trabalho e comportamento do leitor

A abertura de novas unidades físicas tem impacto direto na economia local e na empregabilidade. Na nova loja de Porto Alegre, por exemplo, o quadro de funcionários saltou de 13 para 24 colaboradores em apenas três meses de operação para atender à demanda crescente. O setor tem oferecido oportunidades para diferentes perfis, incluindo profissionais que buscavam recolocação, como é o caso de Maria Heloísa Fraga, contratada como operadora de caixa após três anos fora do mercado de trabalho.

De acordo com a diretora executiva da CBL, Fernanda Garcia, o interesse do brasileiro pela leitura tem sido impulsionado também pelo ambiente digital. Ela explica que há um número expressivo de canais e influenciadores em redes sociais dedicados exclusivamente a debater obras literárias, o que ajuda a aproximar o público dos livros. Para a executiva, a presença digital fortalece o desejo pelo contato com o livro físico.

O apelo do livro físico

A experiência sensorial continua sendo um dos principais diferenciais para o consumidor de livros. Leitores relatam que o hábito de segurar o papel, sentir o cheiro das páginas e a facilidade de concentração proporcionada pelo suporte físico são fatores que mantêm o setor aquecido. Eunice Gruman, gerente de livraria, ressalta que o livro permanece como um item de presente universal, atendendo desde entusiastas de nichos específicos, como gastronomia, até leitores de clássicos da literatura mundial.

O crescimento do setor de 2023 a 2025 consolida uma tendência de valorização do mercado editorial brasileiro, que consegue integrar a divulgação em redes sociais com a expansão de pontos de venda físicos, gerando renda e novas oportunidades de carreira em toda a cadeia produtiva.

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