Jornal da Band

Militares israelenses avançam no Líbano enquanto Hezbollah lança foguetes em Israel

Última ação israelense teria matado mais um líder do grupo xiita, acusado de trazer armas do Irã à milícia

SONIA BLOTA

08/10/2024 • 19:56 • Atualizado em 08/10/2024 • 19:56

A tensão no Oriente Médio se agrava a cada dia. Nesta terça-feira (8), o Exército de Israel anunciou que matou mais um líder do Hezbollah: Suhail Hussein Hessini, acusado de ser o responsável por traze armas do Irã ao grupo xiita no Líbano. Enquanto isso, o Hezbollah fez o maior ataque contra o norte de Israel, com 105 foguetes lançados — a maioria interceptados — contra a cidade de Haifa. Para Israel, o Hezbollah agora é uma organização sem comando. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também confirmou a morte de Hashem Safieddine, apontado como sucessor de Hassan Nasrallah, assassinado pelas forças israelenses. Outro chefe do grupo, Sheik Naim Qassem, disse que apoia um acordo de paz, mas ameaçou:"Apesar dos ataques, as nossas capacidades estão intactas. Israel e os Estados Unidos tentam nos pressionar para ficarmos com medo, mas não teremos medo", afirmou. Alguns dos foguetes lançados por Israel escaparam e atingiram um prédio residencial e 10 pessoas ficaram feridas. Em meio aos ataques, milhares de libaneses só têm as ruas para viver e a fome começou a apertar. Um representante das Nações Unidas comparou a situação no Líbano com o massacre na Faixa de Gaza, que viveu mais um dia de terror. Bombardeios israelenses mataram 15 pessoas no território. Israel disse que os alvos eram terroristas do Hamas. O Exército de Israel também atacou um prédio em Damasco, na Síria. Pelo menos sete pessoas morreram e, segundo Israel, o prédio era usado por integrantes do Hezbollah.

Compartilhar