O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou novos limites de renda e de financiamento para o programa Minha Casa, Minha Vida. As mudanças, que entram em vigor em 2026, buscam manter o aquecimento do mercado imobiliário após o recorde de lançamentos registrado no último ano.
A atualização dos valores deve beneficiar diretamente 87 mil famílias, que passam a se enquadrar em faixas com juros mais baixos e maiores subsídios. Além disso, o ajuste na Faixa 4, voltada à classe média, permite que outras 8,2 mil famílias passem a ter direito ao financiamento pelo programa.
Entenda as novas faixas de renda
Com a aprovação das novas regras, os limites de renda familiar mensal foram reajustados em todas as categorias do programa. O objetivo é adaptar o Minha Casa, Minha Vida à realidade econômica atual e ampliar o acesso à casa própria.
Na Faixa 1, o limite de renda passou de R$ 2.850 para R$ 3.200. Para as famílias que se enquadram na Faixa 2, o teto subiu de R$ 4.700 para R$ 5.000. Já na Faixa 3, os valores saltaram de R$ 8.600 para R$ 9.600 mensais.
A Faixa 4, destinada à classe média, também teve o teto ampliado. O limite, que antes era de R$ 12 mil, agora passa a atender famílias com renda de até R$ 13 mil por mês.
Reajuste nos valores dos imóveis
Além da renda, o governo autorizou o aumento no valor máximo dos imóveis que podem ser financiados dentro do programa. A medida foca principalmente nas categorias de maior poder aquisitivo dentro do sistema.
Para a Faixa 3, o valor máximo do imóvel financiado subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na Faixa 4, o teto passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Esses ajustes refletem o aumento nos custos de construção e a valorização do mercado imobiliário nas grandes capitais.
Segundo Celso Petrucci, as adequações feitas pelo Conselho Curador do FGTS são fundamentais para garantir taxas de juros competitivas. Os financiamentos imobiliários pelo fundo variam entre 4% e 8,16% ao ano, índices considerados essenciais para as famílias de baixa renda.
A tendência é que, com estas alterações, o setor imobiliário continue em trajetória de alta ao longo de 2026. A ampliação do acesso ao crédito via FGTS é vista como o principal motor para a manutenção do volume de lançamentos de unidades habitacionais no país.
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