Jornal da Band

Morte de bebê em hospital do RS é investigada por suspeita de superbactéria

Unidade neonatal do Hospital Femina está interditada após identificação da bactéria Acinetobacter baumannii; outros três recém-nascidos seguem em isolamento

EDUARDO CARVALHO

22/04/2026 • 21:08 • Atualizado em 22/04/2026 • 21:08

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre investiga a morte de um bebê prematuro ocorrida no Hospital Femina, referência no atendimento à mulher na capital gaúcha. A principal suspeita é de que o óbito tenha sido causado pela contaminação por uma superbactéria. O bebê, que nasceu com apenas 26 semanas de gestação, fazia parte de um grupo de 34 recém-nascidos internados na UTI Neonatal da instituição.

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Ao todo, quatro bebês contraíram o microrganismo. Os três sobreviventes que testaram positivo foram imediatamente isolados e estão sob os cuidados de uma equipe médica exclusiva, que não mantém contato com outros setores do hospital para evitar a propagação do agente infeccioso. A situação foi detectada no dia 16 de abril, resultando no fechamento da UTI Neonatal, que permanece interditada há mais de uma semana.

A periculosidade da Acinetobacter baumannii

A bactéria identificada no hospital é a Acinetobacter baumannii. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), este microrganismo é classificado como um dos mais perigosos do mundo devido à sua resistência extrema aos tratamentos convencionais.

As superbactérias são microrganismos que desenvolveram resistência a diversos tipos de antibióticos, o que torna o tratamento de infecções extremamente complexo e difícil. Esse fenômeno de resistência ocorre, majoritariamente, devido ao uso incorreto ou exagerado de medicamentos antibióticos ao longo do tempo.

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