Jornal da Band

Mudança na vacinação dos EUA gera alerta sobre risco de doenças no Brasil

Governo Trump retira seis vacinas da lista de recomendação universal; infectologistas alertam para perigo de redução da cobertura vacinal global.

Giba Smaniotto
GIBA SMANIOTTO

07/01/2026 • 19:28 • Atualizado em 07/01/2026 • 19:28

Os Estados Unidos anunciaram uma mudança nas diretrizes de vacinação que preocupa a comunidade médica internacional. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo Trump retirou seis imunizantes da lista de recomendação universal, o que pode impactar a cobertura vacinal global e aumentar o risco de ressurgimento de doenças graves.

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A medida afeta vacinas contra o rotavírus, doença meningocócica, hepatites A e B, vírus sincicial respiratório e gripe. Anteriormente recomendadas para toda a população, agora essas doses são indicadas apenas para crianças de alto risco ou sob critérios médicos específicos.

Alerta da comunidade médica

Especialistas reagiram prontamente à decisão. O diretor do centro de vacinação da Universidade Emory, em Atlanta, expressou preocupação com as consequências sanitárias e a possibilidade de surtos de enfermidades que estavam sob controle.

Para o infectologista Marco Aurélio Sáfadi, da Santa Casa de São Paulo, a mudança de uma recomendação universal para uma decisão individualizada entre médicos e pais tende a reduzir a imunização coletiva. O médico alerta que, em um cenário de alta circulação global, a baixa proteção representa um perigo real.

Turismo e regras no Brasil

A discussão ganha relevância diante do intenso fluxo migratório e turístico. Em 2025, o Brasil registrou o recorde histórico de 9 milhões de chegadas de turistas estrangeiros. No entanto, o país não exige comprovante de vacinação para a entrada de estrangeiros.

Atualmente, o Ministério da Saúde brasileiro apenas recomenda que os viajantes mantenham seus esquemas vacinais atualizados. A orientação é reforçada especialmente para a vacina contra a febre amarela para turistas que pretendem visitar áreas de florestas ou zonas rurais no território nacional.

O cenário permanece em monitoramento por órgãos de saúde, enquanto entidades médicas reforçam a importância da manutenção de calendários vacinais robustos para evitar o retrocesso no controle de doenças infectocontagiosas.

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