Jornal da Band

Netanyahu diz que expansão do Irã como potência nuclear representa risco de extinção a Israel

Premiê israelense disse que a ofensiva durará “o tempo necessário”

SONIA BLOTA

13/06/2025 • 20:04 • Atualizado em 13/06/2025 • 20:04

Cidades israelenses foram atingidas por mísseis iranianos em uma resposta aos ataques que começaram durante a madrugada de quinta para esta sexta-feira (13). Em menos de 24h, o Irã realizou a contra-ofensiva. O premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou que a ofensiva durará “o tempo necessário”.

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Hoje Israel divulgou novas imagens: agentes do Mossad infiltrados por terra, operando drones e ataques de precisão contra instalações e equipamentos militares do Irã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi à TV dizer que a ofensiva vai perdurar pelo tempo necessário. Ele também afirmou que permitir que o Irã vire uma potência nuclear representaria risco de extinção de Israel.

Irã contra-ataca

Drones e mísseis iranianos foram lançados contra Israel. O domo de ferro conseguiu controlar a primeira leva de ataque. Pouco tempo depois, em Tel Aviv, a artilharia iraniana atingiu prédios e também caças israelenses. Civis ficaram feridos.

Em Jerusalém, as sirenes tocaram para a população se proteger. Hospitais de Israel transferiram leitos e equipamentos para o subsolo. Em Tel Aviv houve correria aos supermercados. Muita gente estocou comida porque não sabe o que pode acontecer nos próximos dias.

Essa é uma resposta ao ataque israelense contra o Irã, que começou na madrugada desta sexta-feira. O lider supremo do iraniano, Aiatola Ali Khamenei já havia dado o recado: Israel iniciou uma guerra. E prometeu um destino amargo e doloroso para o país.

Uma multidão lotou as ruas de Teerã em protesto e apoiando a vingança.

Mais de 200 caças da Força Aérea Israelense participaram de uma operação surpresa na madrugada de sexta-feira.

Israel ataca Teerã

Uma ofensiva rápida e de altíssimo impacto. Atingiram uma centena de alvos em todo o Irã - pelo menos seis bases militares próximas à capital Teerã. Um dos principais alvos foi a mais importante instalação de enriquecimento de urânio, em Natans.

O urânio pode ter uso pacífico para gerar energia e medicamentos, mas também pode servir para construir armas atômicas, dependendo do nível de enriquecimento.

Em Tablisa, outra instalação atômica foi atingida. Segundo a imprensa iraniana, seis importantes cientistas nucleares foram mortos.

O ataque ocorreu horas depois de um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica alertar que o Irã havia violado cláusulas do Tratado de Não Proliferação Nuclear. Israel afirma que o Irã já possuía material suficiente para fabricar até 15 ogivas nucleares em questão de dias.

Os bombardeios também miraram três membros chaves da liderança iraniana: Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e Gholam Ali Rashid, comandante estratégico.

Bombardeios foram planejados

No ano passado, o serviço secreto israelense preparou o terreno em uma série de operações silenciosas e letais.

Em setembro de 2024, Mossad interceptava pagers do Hezbollah no Líbano - grupo financiado e apoiado pelo Irã. Os dispositivos ERAM adulterados com explosivos e foram detonados remotamente.

Resultado: pelo menos 9 mortos e cerca de 2 800 feridos. No mesmo mês, a Força Aérea de Israel atacou o quartel-general do Hezbollah e matou o principal líder do grupo, Hassah Nasrallah.

A escalada da tensão no Oriente Médio tem reflexos que vão além da região. O preço do petróleo disparou hoje. A principal preocupação é com o Estreito de Ormuz, que fica em território iraniano e por onde transita cerca de um quinto da produção mundial de petróleo.