Se um político foge do debate, será que dá para contar com ele quando, se for eleito, aparecer um desafio decisivo? Uma crise, uma greve, uma enchente? O candidato que foge trata o eleitor como um cidadão de segunda classe. Alguém de quem ele quer o voto, mas a quem não quer prestar contas.
Quer governar um estado, mas se recusa a investir tempo explicando o que pretende fazer num ambiente marcado pelo contraditório. Para o candidato fujão a democracia não é um princípio. É só uma palavra entre tantas palavras que ele usa no discurso.
Campanha precisa de estratégia, claro, mas fugir não pode ser uma delas. Até porque o que começa como estratégia eleitoral corre o risco de virar método de governo. Pense nisso.
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