A Polícia Militar realizou uma operação contra integrantes de uma facção criminosa acusados de sequestrar e torturar um advogado na Baixada Santista. A ação cumpre 19 mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do litoral de São Paulo e em Florianópolis, em Santa Catarina. Durante o cumprimento dos alvos, um dos suspeitos morreu após entrar em confronto com as equipes policiais e outro apontado como chefia foi preso.
As investigações apuraram que o crime ocorreu após a vítima defender uma parte contrária a um membro da facção em um processo judicial. O caso ocorreu há dois meses, quando o advogado foi levado para um cativeiro em Cubatão (SP), onde sofreu agressões e extorsão antes de ser libertado no mesmo dia.
Atuação do tribunal do crime
A investida policial mobilizou tropas de elite da Polícia Militar, como a Rota e o Comando de Operações Especiais (COE), além de cães farejadores. Os mandados foram expedidos para endereços em Cubatão, Guarujá, Praia Grande, São Vicente e na capital catarinense.
Durante a ofensiva, os agentes prenderam Gilvan Barbosa, conhecido como Geleia. Apontado pelas investigações como um dos chefes do grupo criminoso em São Vicente, ele é suspeito de coordenar ações do chamado "tribunal do crime" na região. Outro alvo da operação, José Armerindo dos Santos de Carvalho, conhecido como Boketa, resistiu à abordagem, trocou tiros com a equipe e morreu no local.
Ao todo, sete integrantes da organização criminosa foram identificados como participantes diretos da ação. As apurações apontam divisões de tarefas entre a captura, a guarda no cativeiro e a intimidação da vítima, que chegou a receber chamadas de vídeo com ameaças durante o período em que esteve mantida em cárcere.
Disputa judicial motivou o sequestro
A motivação do sequestro envolveu uma disputa na Justiça. O advogado prestava serviços jurídicos para uma das partes em uma ação de dissolução de sociedade comercial. A outra parte do processo era um homem ligado à facção criminosa, que determinou a realização do ataque como forma de retaliação e pressão.
Além de buscar os responsáveis pelo sequestro, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em sedes de empresas. Segundo apurações do Ministério Público, os estabelecimentos teriam ligação com o setor financeiro e esquemas de lavagem de dinheiro mantidos pela organização criminosa.
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