
Papa Leão XIV
REUTERS/Remo Casilli
O papa Leão XIV publicou um novo documento oficial, direcionado aos bispos de todo o mundo, no qual defende a necessidade urgente de uma regulamentação internacional para a inteligência artificial. Em sua primeira encíclica, o pontífice também abordou temas de reparação histórica, pedindo perdão pelo envolvimento da Igreja Católica no processo de escravidão ao longo dos séculos.
Um dos pontos do documento é o reconhecimento explícito da participação da Igreja Católica no sistema escravocrata. Pela primeira vez na história, o líder da Igreja admite formalmente a responsabilidade da instituição nesse período da humanidade.
Leão 14 lamenta o fato de a Igreja ter demorado séculos para condenar a prática da escravidão. O pedido de perdão marca uma mudança de postura em relação aos episódios históricos que envolveram a instituição, buscando um processo de reconciliação e reflexão sobre a atuação da Igreja ao longo da trajetória colonial e moderna.
No texto, Leão XIV expressa preocupação com a velocidade do desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial. O papa argumenta que, sem uma supervisão global adequada, essas tecnologias podem servir como ferramentas para a disseminação em massa de desinformação.
O pontífice alerta que o uso desenfreado da tecnologia, se não for contido, pode direcionar o mundo para um cenário de conflitos e guerras intermináveis. O documento reforça a posição do Vaticano em buscar mecanismos que garantam a ética e a transparência no uso desses recursos digitais, evitando que a automação substitua valores humanos fundamentais.
O documento já circula entre as lideranças religiosas e deve orientar o debate interno sobre o papel da instituição na sociedade contemporânea e suas obrigações morais frente aos erros do passado.
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