Jornal da Band

PF fecha fileiras pela independência em meio a atrito com Mendonça

Nota assinada pelos 27 chefes regionais defende atuação técnica e apoia o diretor-geral Andrei Rodrigues em meio a pressões de vários lados

CAIÃ MESSINA

06/08/2026 • 20:29 • Atualizado em 06/08/2026 • 21:40

Os 27 superintendentes da Polícia Federal divulgaram nesta quinta-feira (6) uma nota em defesa da independência das investigações conduzidas pela corporação. O texto reforça que a instituição atua "com base na Constituição, na legalidade e na imparcialidade" e traz também apoio ao diretor-geral, Andrei Rodrigues.

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A manifestação veio em meio à queda de braço entre a corporação e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, a PF também sofreu críticas do PT, pela sucessão de inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), investigado por tráfico de influência, e de Flávio Bolsonaro (PL), que dispensou a escolta da PF na campanha eleitoral por não confiar na atual gestão.

Há cerca de dois meses, André Mendonça determinou que fosse informado imediatamente de todas as movimentações relativas aos inquéritos mais polêmicos de Brasília no momento: o da fraude no INSS e o do Banco Master.

De acordo com a PF, o ministro tem tido reuniões presenciais com delegados e cobrado esforços, o que investigadores classificam como "interferência indevida".

No gabinete de Mendonça, a avaliação é a de que o ministro não avançou no que a legislação dá a ele como responsabilidade de relator dos casos no STF.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, tenta apaziguar a situação e articula uma conversa entre Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.