A Polícia Federal e credores do Banco Master tentam rastrear o caminho do dinheiro utilizado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para comprar um dos megaiates mais caros do mundo, avaliado em R$ 2 bilhões. Além das investigações financeiras no Brasil, a embarcação está no centro de uma disputa judicial na Justiça de Londres.
Denominado Nixie, o megaiate possui 102,4 metros de comprimento e infraestrutura de altíssimo luxo: dez cabines para 20 hóspedes, heliponto, beach club, piscina de vidro com borda infinita, academia com spa, câmara de crioterapia, elevador central e cinema. A manutenção anual do barco exige 34 tripulantes e custa ao menos R$ 215 milhões, podendo subir mais R$ 100 milhões em caso de uso frequente.
Disputa judicial em Londres e comissão milionária
A embarcação foi encomendada originalmente pelo empresário canadense e ex-jogador de hóquei Patrick Dovigi. Em 2024, ainda durante a fase de construção, Vorcaro adquiriu o megaiate. No entanto, após ser preso no ano passado, o brasileiro teria devolvido a propriedade a Dovigi, que posteriormente a repassou para Nik Storonsky, fundador da fintech Revolut.
A revenda motivou um processo na Inglaterra movido por uma corretora de embarcações, que cobra R$ 102 milhões em comissões não pagas. A empresa alega ter intermediado os contatos e acusa os envolvidos de fechar o negócio diretamente para burlar a taxa do serviço.
Caça aos recursos do Banco Master
Com as negociações internacionais e a troca de propriedade do Nixie, as autoridades brasileiras focam no destino do montante bilionário desembolsado por Vorcaro. A Polícia Federal e os credores trabalham para identificar em quais contas o dinheiro foi movimentado e se os valores podem ser reavidos para o ressarcimento das dívidas da instituição financeira.
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