A Polícia Civil do Paraná cumpre hoje mandados de prisão contra cinco suspeitos de envolvimento em um roubo milionário de diamantes ocorrido em Londrina, no norte do estado. Entre os detidos na Operação Focinheira, dois são policiais militares da ativa na região.
O crime, praticado em novembro de 2024, envolveu a subtração de pedras preciosas avaliadas em R$ 15 milhões. Segundo as investigações, os criminosos utilizaram o pretexto de uma abordagem policial para interceptar as vítimas, que transportavam os diamantes de São Paulo para uma negociação no Paraná.
A identificação dos envolvidos ocorre após a perícia em um aparelho celular perdido por um dos assaltantes durante a fuga em um veículo prata. No dispositivo, os investigadores encontram um grupo em um aplicativo de mensagens intitulado "Missão Pit Bull", utilizado pela organização criminosa para coordenar a logística do assalto. O nome do grupo digital, inclusive, motiva o batismo da operação policial realizada nesta terça-feira.
Investigação aponta lavagem de dinheiro e apreensão de valores
O desdobramento das buscas revela uma estrutura complexa de atuação do grupo. Nas mensagens analisadas, a polícia localiza fotografias das pedras preciosas, embora os diamantes ainda não tenham sido recuperados pelas autoridades. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreendem um montante expressivo de R$ 11 milhões em cheques, além de armamento, incluindo um revólver e uma espingarda.
Um detalhe que chama a atenção dos investigadores é a conduta das vítimas no dia do ocorrido. Inicialmente, o grupo que transportava as pedras não menciona a existência dos diamantes no registro policial, o que levanta suspeitas sobre a origem do material. Em razão dessa omissão e dos valores envolvidos, as vítimas também passam a ser investigadas por indícios de lavagem de dinheiro.
Além dos valores e armas, a polícia apreende mais de 10 carteiras de identificação de delegados parlamentares, o que sugere que o grupo utilizava diferentes formas de intimidação ou falsidade ideológica para facilitar suas ações. O inquérito policial busca agora localizar o paradeiro das pedras e identificar se há outros agentes públicos envolvidos na rede criminosa. O processo segue em fase de análise do material coletado para determinar a extensão da participação dos policiais militares custodiados.
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