Resumo
A brasileira que esperava por resgate na trilha de um vulcão na Indonésia foi encontrada morta pelos socorristas. Agora, a operação é para resgatar o corpo, que só deverá ser retirado do local quando amanhecer.
Uma força-tarefa com cerca de 50 socorristas desce de rapel pelo paredão íngreme e instável e consegue chegar até a brasileira Juliana Marins. Mas, quase 90 horas depois do acidente, já era tarde demais.
A confirmação da morte veio por meio de uma postagem feita pela família, que agradeceu pelas orações e mensagens de apoio. O corpo da publicitária de 26 anos só deve ser retirado do penhasco quando amanhecer na Indonésia.
O porta-voz do serviço de salvamento do país asiático manifestou solidariedade e afirmou que um helicóptero tentou se aproximar do local mais cedo, mas a visibilidade comprometida impediu a operação.
Jovem fazia mochilão pela Ásia
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Juliana viajava sozinha pela Ásia desde fevereiro, em um mochilão que ela compartilhava nas redes sociais.
Com um grupo de cinco estrangeiros e um guia, a brasileira decidiu encarar a trilha do Monte Rinjani, um vulcão ativo a 3.726 metros de altitude, na ilha de Lombok. São três dias de caminhada desafiadora, com subidas íngremes, frio cortante e muita neblina.
No segundo dia do percurso, Juliana teria se cansado e parou para descansar. Mesmo assim, o grupo seguiu. Ele disse à polícia que não abandonou Juliana e que o combinado era que a brasileira reencontrasse o grupo mais adiante.
Vídeo mostra brasileira mexendo os braços
No sábado, o drone de um turista localizou a brasileira no penhasco mexendo os braços. Ela estava a cerca de 150 metros da trilha. A família chegou a ser informada pelo governo local de que a jovem tinha sido localizada e que equipes tinham fornecido suprimentos para ela - mas a informação era falsa.
No domingo, de acordo com o órgão nacional de busca e resgate da Indonésia, um drone com câmera térmica detectou a presença de Juliana - já sem sinais de movimento, agora a 400 metros do ponto da queda.
Hoje, quando finalmente conseguiram alcançá-la, Juliana estava a 600 metros encosta abaixo. O porta voz do serviço nacional de salvamento reconheceu que as cordas utilizadas pelas equipes tinham, no máximo, 250 metros de comprimento.
O pai de Juliana embarcou no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em um voo para Lisboa rumo a Indonésia, pouco antes da confirmação da morte da filha. Agora, ao desembarcar no país asiático, não será mais para acompanhar um resgate, mas para trazer o corpo da filha de volta ao Brasil.
Local já registrou 180 acidentes e 8 mortes
O vulcão Rinjani fica no Parque Nacional do Monte Rinjani, que registrou 180 acidentes com oito mortes nos últimos 5 anos. Os turistas pagam para acessar as montanhas. E por que o parque opera com tão pouca estrutura para resgates?
A equipe do Jornal da Band encaminhou essa e outras perguntas à embaixada da Indonésia no Brasil. Até agora, não tivemos resposta.
O Ministério das Relações Exteriores manifestou condolências. O presidente Lula também prestou solidariedade à família e disse que os serviços diplomáticos e consulares na Indonésia seguirão prestando todo o apoio.
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