Uma manifestação da extrema-direita em Londres, que reuniu mais de 100 mil pessoas, terminou com confrontos e violência, deixando um saldo de 25 manifestantes detidos e 26 policiais feridos, quatro deles em estado grave. Os protestos foram marcados por slogans nacionalistas e teorias da conspiração, em um ambiente de forte ressentimento.
A marcha, organizada por Tommy Robinson, um ativista ultraconservador e fundador da Liga da Defesa Inglesa, foi motivada pela crítica à política migratória do Reino Unido. Os participantes expressaram a sensação de que o país estaria perdendo sua identidade devido à chegada de muçulmanos. O governo do primeiro-ministro Keir Starmer, do Partido Trabalhista, condenou a violência.
Cenário de crise e ascensão da extrema-direita
As manifestações ocorrem em um cenário de problemas sociais graves no Reino Unido, como a falta de moradia, a sobrecarga dos serviços públicos e o aumento da insegurança. A extrema-direita encontra um terreno fértil nesse clima de tensão, com a ascensão de figuras políticas controversas.
O principal nome em ascensão nas pesquisas é Nigel Farage, uma das principais lideranças da campanha que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit). Farage lidera atualmente o partido Reform UK. Uma pesquisa do instituto YouGov indica que, se as eleições ocorressem hoje, ele superaria os partidos tradicionais, como o Trabalhista e o Conservador. O atual governo trabalhista enfrenta o desafio de responder às frustrações sociais sem intensificar a polarização e o discurso de ódio contra minorias.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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