Roubo de cargas no Rio de Janeiro causa prejuízo de R$ 314 milhões
Dados da Firjan revelam que insegurança encarece fretes e obriga transportadores a adotarem estratégias para camuflar mercadorias

O roubo de cargas tornou-se uma ameaça constante para caminhoneiros que circulam pelo estado do Rio de Janeiro, com o registro de uma média de oito casos diariamente. A insegurança generalizada no setor não apenas amedronta os profissionais, mas também impacta diretamente a economia ao encarecer o valor do frete e os custos operacionais de transporte.
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De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o ano passado fechou com 3.114 registros de roubos de carga. A maioria das ocorrências concentra-se em rodovias federais localizadas na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense, transformando flagrantes de violência em rotina para quem trabalha nas estradas fluminenses.
Prejuízos milionários e rotas de risco
Segundo a análise de Isaque Ouverney, gerente de infraestrutura da Firjan, o prejuízo direto causado pelas quadrilhas é estimado em R$ 314 milhões, considerando apenas o valor das mercadorias perdidas. No entanto, o custo total é maior, pois o setor precisa investir em seguros mais caros e na contratação de escolta armada. As ações dos criminosos concentram-se principalmente nos seguintes trechos:
- BR-040 (Rodovia Washington Luiz)
- BR-116 (Rodovia Presidente Dutra)
- Avenida Brasil
Nesta semana, um caminhoneiro que transportava medicamentos oncológicos e canetas emagrecedoras conseguiu escapar de um assalto após ser perseguido por bandidos e acionar a polícia a tempo.
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Estratégias de sobrevivência no transporte
Diante da violência, empresários do setor buscam alternativas para tentar inibir a ação dos criminosos. O transportador Herlay Capella, que já contabiliza quase 40 assaltos registrados contra sua frota, relata que o medo de ser "marcado" pelas quadrilhas é constante. Em uma tentativa de drible à criminalidade, ele revela que já transportou medicamentos em veículos adesivados como transporte de hortifrúti.
Apesar do medo, quem trabalha no setor sente-se forçado a conviver diariamente com o risco. A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal mantêm operações nas principais vias, mas o volume de ataques reforça a necessidade de estratégias de segurança pública mais robustas para proteger o escoamento de produtos no estado
