Jornal da Band

Socorristas encaram improviso para salvar vidas na Venezuela; veja as cenas

Número de mortos após tremores devastadores chega a 920, e buscas por desaparecidos mobilizam moradores e equipes de emergência

Da redação
DA REDAÇÃO

26/06/2026 • 19:37 • Atualizado em 26/06/2026 • 20:00

As equipes de emergência e os moradores da Venezuela trabalham contra o tempo e em condições precárias para resgatar sobreviventes dos dois terremotos devastadores que atingiram o país, onde o total de mortos chegou a 920 e os desaparecidos superam 50 mil pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

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O destaque dos salvamentos ocorreu de madrugada, quando uma mãe deu à luz o próprio filho no momento exato em que os socorristas a resgatavam dos escombros. Devido ao colapso completo e à precariedade dos serviços públicos locais, os profissionais realizam o atendimento de feridos e pacientes diretamente nas calçadas dos hospitais, enquanto os socorristas trabalham no improviso.

Sem maquinário pesado suficiente nas frentes de trabalho, os próprios moradores locais cavam os blocos de concreto utilizando as mãos. O esforço voluntário busca acelerar a localização de parentes desaparecidos e garantir a rápida recuperação de cadáveres soterrados sob as estruturas que colapsaram.

O governo venezuelano informou que mais de 100 estruturas colapsaram totalmente por causa dos tremores. O balanço oficial contabiliza a destruição de 383 prédios, além de registrar danos severos em 13 hospitais e em 25 centros comerciais. No meio do drama provocado pela catástrofe, diversas lojas da região sofrem com saques.

No entanto, a crise política e econômica enfrentada pelo país ao longo dos últimos anos provocou o afrouxamento progressivo das regras de engenharia. Com a fiscalização comprometida, as normas de sustentação se tornaram ineficientes para evitar a queda em massa das estruturas habitacionais.