Super El Niño: entenda probabilidade e risco de o fenômeno ocorrer este ano
Fenômeno pode elevar as temperaturas no Oceano Pacífico em até 3ºC, provocando mudanças no mundo todo

Se as mudanças no clima trazidas pelo El Niño já assustam, imagina o que pode acontecer com o Super El Niño. O fenômeno, caracterizado por um aquecimento persistente e acima da média das águas do Oceano Pacífico equatorial, pode voltar a afetar o Brasil neste ano, provocando mais chuvas em algumas regiões e seca em outras.
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Segundo especialistas, o El Niño costuma provocar aquecimento de 0,5ºC, podendo chegar a 1,5ºC e 2ºC nos casos mais fortes. Já no Super El Niño, a expectativa é que o aumento da temperatura no Oceano Pacífico chegue a 3ºC acima da média. Se a previsão se concretizar, essa será a quinta vez que o fenômeno acontece --já aconteceu em 1877, 1982, 1997 e 2016
As estimativas apontam que junho, julho e o início de agosto devem ser mais chuvosos que o normal. E que a época de seca deve começar mais tarde e se estender até o início de dezembro. Já na segunda quinzena de dezembro a expectativa é que ocorram chuvas prolongadas, como as de janeiro de 2011, que provocaram a tragédia da região serrana do Rio.
Principais mudanças do Super El Niño
- Regimes de chuva imprevisíveis: Áreas que dependem de ciclos de chuvas regulares para a agricultura poderiam sofrer com excessos catastróficos, enquanto regiões áridas poderiam ter sua situação agravada por secas prolongadas.
- Oscilação térmica extrema: O Super El Niño tende a elevar a temperatura média da Terra, o que pode forçar a quebra de recordes térmicos, impactando diretamente o bem-estar humano e a biodiversidade.
- Deslocamento de sistemas atmosféricos: A intensidade do calor no Pacífico pode alterar a trajetória de tempestades e furacões, deslocando-os para áreas que historicamente não estariam na linha de frente desses desastres naturais.
