Jornal da Band

Ucrânia realiza primeiro ataque com drone subaquático contra submarino

Veículo não tripulado "Sea Baby" atingiu alvo no Porto de Novorossiisk; operação marca nova fase tecnológica no conflito que já dura quase quatro anos

Da redação
DA REDAÇÃO

18/12/2025 • 20:19 • Atualizado em 18/12/2025 • 20:19

Drone subaquático é usado para a Ucrânia em ataque

Drone subaquático é usado para a Ucrânia em ataque

Reprodução/Band

A Ucrânia anunciou a realização do primeiro ataque da história utilizando um drone subaquático contra um alvo militar de grande porte.

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O alvo da investida foi um submarino russo que se encontrava ancorado no Porto de Novorossiisk, localizado no Mar Negro. A operação foi executada com o "Sea Baby" (Bebê do Mar), um novo modelo de drone desenvolvido e fabricado pela própria indústria ucraniana.

Embora o governo da Rússia negue a ocorrência do ataque pelo drone naval, imagens divulgadas pelas forças de Kiev mostram uma explosão de grandes proporções surgindo da água em um píer, exatamente onde a embarcação estava posicionada. A localização do vídeo foi verificada pela agência de notícias Reuters, reforçando o relato ucraniano sobre a operação.

Nova fase tecnológica e custo-benefício militar

Conforme relata a correspondente Cristiane Ramalho, o uso desta tecnologia representa um novo capítulo na guerra na Europa, que se aproxima de completar quatro anos desde a invasão russa. A expansão do uso de drones tem sido uma marca do conflito, mas a transição para modelos subaquáticos eleva o patamar da disputa tecnológica no Mar Negro.

A estratégia ucraniana de investir em veículos não tripulados baseia-se em dois pilares fundamentais:

  • Poder de destruição: Os novos modelos apresentam capacidade ofensiva crescente contra frotas navais tradicionais.
  • Eficiência econômica: O custo de produção desses drones é significativamente menor quando comparado ao de armas convencionais, como mísseis ou torpedos tradicionais.

O ataque ocorre em um momento diplomático sensível. Negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos seguem em curso, mas, até o momento, não apresentaram resultados práticos para o cessar-fogo. O avanço da Ucrânia no desenvolvimento de armas próprias como o Sea Baby sugere um esforço para equilibrar as forças militares enquanto as frentes diplomáticas permanecem travadas.