Jornal da Noite

Canal Livre debate disparidade e avanços no tratamento do câncer no Brasil

Medicina privada do país se equipara à americana, mas diagnóstico precoce ainda é desafio no SUS

Da redação
DA REDAÇÃO

13/06/2026 • 01:46 • Atualizado em 13/06/2026 • 01:46

O combate ao câncer e as diferentes realidades enfrentadas por pacientes da rede pública e privada são temas centrais do Canal Livre deste domingo (14). O programa vai discutir como os avanços tecnológicos e científicos estão moldando novas estratégias de tratamento, ao mesmo tempo em que expõe o abismo que separa o diagnóstico em diferentes sistemas de saúde.

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Os médicos oncologistas Fernando Maluf e Antonio Buzaid, fundadores do Instituto Vencer o Câncer, são os convidados para debater o assunto.

Um dos pontos de destaque da discussão é a desigualdade no acesso ao diagnóstico. Enquanto quem possui plano de saúde mantém uma rotina regular de exames e consultas, permitindo a detecção do câncer em estágios iniciais, o diagnóstico precoce no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda figura como uma exceção em muitas situações.

A gente vê que o diagnóstico precoce é uma exceção em muitas situações no sistema público de saúde e o diagnóstico precoce não é uma exceção em quem tem um plano de saúde que vai regularmente ao médico. --Fernando Maluf

Apesar dos desafios atuais, a perspectiva para o futuro da saúde pública é debatida com otimismo cauteloso. A aposta é a universalização do acesso, pelo menos para os tipos de câncer mais comuns, visando uma situação de combate muito mais efetiva e um aumento significativo na sobrevida dos pacientes.

Personalização do tratamento

O programa reforça que o câncer não deve ser encarado como uma doença única. A complexidade biológica da patologia é comparada, metaforicamente, a um "bandido diferente", sendo que, dentro de cada categoria, existem "subbandidos" com características próprias.

Consequentemente, a medicina oncológica moderna abandonou a abordagem uniforme. Hoje, através de exames de patologia sofisticados —como a imuno-histoquímica e a análise de mutação do tumor—, os especialistas conseguem identificar as características celulares de cada paciente. Essa precisão permite que o tratamento seja individualizado, otimizando as estratégias de cura e reduzindo os efeitos adversos.

Qualidade de ponta

Ainda que o sistema público enfrente obstáculos na logística de diagnóstico, o Canal Livre traz uma visão positiva sobre a capacidade técnica do país. Os especialistas pontuam que, nos centros de excelência da rede privada brasileira, a qualidade do tratamento oncológico não perde em nada para os melhores centros médicos dos Estados Unidos.

O Canal Livre vai ao ar neste domingo, às 20h, na BandNews TV, e será exibido na Band após o programa "O Som dos Oceanos".