Quatro pessoas, três homens e uma mulher, foram presas em flagrante pela Polícia Civil em mais uma fase de uma operação que desmantelou um esquema de golpe da falsa central bancária, que movimentou mais de R$ 25 milhões em três anos.
O grupo é responsável por fraudar mais de 200 pessoas em todo o país, segundo as investigações que tiveram início em julho de 2024, após uma vítima de Florianópolis registrar um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil.
Os criminosos são flagrados no endereço usado como a central de operações do golpe. A ação das autoridades ocorre no âmbito de uma operação que visa desmantelar o esquema milionário. Nas redes sociais, integrantes da quadrilha exibem o que a Polícia Civil classifica como um "estilo de vida de glamour", ostentando carros de luxo, viagens de lancha e brindando o sucesso das fraudes que aplicam.
A forma de agir do grupo se baseia na chamada engenharia social. Os golpistas ligam para as vítimas, se apresentam como funcionários do banco com uma voz firme e afirmam ter detectado uma fraude na conta. Dessa forma, eles ganham a confiança dos clientes, que são induzidos a fornecer senhas e, em muitos casos, a conceder acesso remoto aos seus telefones celulares. Com o acesso remoto e as credenciais das vítimas, a quadrilha consegue transferir valores diretamente para contas que estão sob seu controle.
O montante de R$ 25 milhões movimentado pelo grupo em três anos é resultado da conversão dos valores obtidos ilicitamente. Os levantamentos financeiros feitos pela investigação apontam que os criminosos utilizam empresas de fachada para ocultar e dissimular a origem do dinheiro. Os recursos desviados são convertidos na aquisição de veículos, imóveis e artigos de luxo, consolidando a prática de lavagem de dinheiro.
Medidas Judiciais e Continuidade da Operação
A Justiça atende aos pedidos da Polícia Civil e determina o bloqueio de R$ 14 milhões das contas bancárias dos envolvidos, além do sequestro de bens como imóveis e carros importados, visando reaver parte dos prejuízos causados às vítimas.
As investigações prosseguem para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e localizar mais vítimas do golpe da falsa central bancária. O caso é um exemplo do crescente número de fraudes eletrônicas no país, onde quadrilhas especializadas se valem da tecnologia e da manipulação psicológica para obter vantagens financeiras. O Jornal da Noite segue acompanhando os desdobramentos da operação e as ações das autoridades no combate a este tipo de crime.
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