Golpe da falsa entrevista: mulher é presa em coworking em Minas Gerais
Suspeita usava processos seletivos fraudulentos para coletar dados faciais de candidatos e tentar obter empréstimos bancários

A Polícia Militar de Minas Gerais prendeu em flagrante uma mulher que simulava entrevistas de emprego em um espaço de trabalho compartilhado na região noroeste de Belo Horizonte. O esquema visava a capturar dados pessoais e imagens faciais das vítimas para a abertura de contas bancárias e contratação de financiamentos fraudulentos em instituições financeiras.
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A prisão aconteceu após o proprietário do estabelecimento de coworking desconfiar do agendamento feito pela suspeita. Fotografias e dados da mulher circulavam previamente em grupos de empresários do setor em diferentes estados do país com alertas sobre tentativas semelhantes de golpe.
Para reservar a sala comercial, a golpista solicitou o período entre 12h e 18h. Durante o procedimento padrão de cadastro, o espaço exigiu documento com foto, comprovante de residência e e-mail. O responsável pelo coworking confirmou as informações com os registros compartilhados em rede nacional e manteve o atendimento sem alertar a suspeita para viabilizar a ação policial.
Na cobertura do caso para o Jornal da Band, a repórter Catarina Gonzaga apurou na região da Pampulha que a investigada utilizava identidades distintas e documentos possivelmente falsificados para realizar as locações temporárias das salas. Com o ambiente corporativo montado, ela convocava os candidatos a emprego e recolhia formulários detalhados e registros de reconhecimento facial.
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Segundo o capitão da Polícia Militar Luís Eduardo Resende, as equipes apreenderam diversos documentos falsificados em posse da suspeita no momento da abordagem. Os policiais também recolheram questionários e formulários de seleção profissional preenchidos pelas vítimas no local.
O oficial explicou que os dados coletados nos falsos processos seletivos serviam diretamente para simular e pleitear empréstimos bancários e contratos de financiamento de veículos. Ao cruzar os relatos dos candidatos e a versão apresentada na abordagem, a corporação confirmou as tentativas de fraude financeira.
Em depoimento inicial aos policiais militares, a mulher confessou que integra uma organização criminosa estruturada. Ela admitiu a responsabilidade direta pela aplicação das entrevistas presenciais, mas omitiu os nomes e a localização dos demais envolvidos no esquema. Natural de Curitiba, no Paraná, a suspeita chegou à capital mineira havia duas semanas para operacionalizar as fraudes em espaços de coworking locais
